FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024
Juliana, de 37 anos de idade, está em sua terceira gestação e tem um histórico de duas cesarianas anteriores. Durante uma consulta pré‑natal, o médico identifica que a placenta está cobrindo o orifício interno do colo uterino, levantando a suspeita de acretismo placentário devido ao seu histórico. A paciente é aconselhada a fazer um exame específico para confirmar esse diagnóstico. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o melhor exame para diagnosticar o acretismo placentário em Juliana.
Suspeita de acretismo placentário com placenta prévia e cesariana prévia → RM é o melhor exame para diagnóstico e estadiamento.
Em casos de alta suspeita de acretismo placentário, especialmente com placenta prévia e histórico de cesarianas, a Ressonância Magnética (RM) oferece melhor detalhamento da invasão miometrial e extensão, sendo superior à ultrassonografia para estadiamento e planejamento cirúrgico.
O acretismo placentário é uma condição grave caracterizada pela aderência anormal da placenta ao miométrio, com risco significativo de hemorragia e morbimortalidade materna. Sua incidência tem aumentado devido ao crescimento das taxas de cesariana, sendo a placenta prévia em útero com cicatriz de cesariana o principal fator de risco. O diagnóstico precoce é crucial para o planejamento do parto e manejo adequado. A ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido é o método de rastreio inicial, buscando sinais como perda da zona clara retroplacentária, lacunas vasculares e hipervascularização. No entanto, em casos de alta suspeita ou achados inconclusivos, a Ressonância Magnética (RM) é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, estadiar a invasão (acreta, increta, percreta) e avaliar o envolvimento de órgãos adjacentes, como a bexiga. O manejo do acretismo placentário exige uma equipe multidisciplinar e planejamento detalhado do parto, geralmente por cesariana eletiva com histerectomia, para minimizar o risco de hemorragia maciça. A RM auxilia na decisão sobre o local do parto e na preparação para possíveis complicações, sendo um conhecimento fundamental para residentes de ginecologia e obstetrícia.
Placenta prévia, histórico de cesarianas, cirurgias uterinas prévias e idade materna avançada são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de acretismo placentário.
É o exame de rastreio inicial, útil para identificar sinais sugestivos de acretismo, como perda da zona hipoecoica retroplacentária, lacunas vasculares e hipervascularização anormal.
A RM oferece melhor contraste de tecidos moles e maior campo de visão, permitindo avaliar a profundidade da invasão miometrial e a extensão para órgãos adjacentes com maior precisão, sendo crucial para o planejamento cirúrgico.
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