Pé Diabético: Avaliação da Sensibilidade Periférica Essencial

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021

Enunciado

O Pé Diabético é uma complicação do diabetes responsável por 40 a 70% das amputações não traumáticas de membros inferiores. Marque a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Na presença de úlcera em dedos com infecção associada o paciente deve ser encaminhado para realização de amputação.
  2. B) A avaliação dos pés deve ser iniciada 5 anos após o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2.
  3. C) Na presença de úlcera não infectada deve ser evitado curativos oclusivos, sendo recomendado deixar a úlcera exposta para acelerar o processo de cicatrização.
  4. D) Para avaliar a sensibilidade periférica devem ser usados estesiômetro e diapasão.

Pérola Clínica

Avaliação de sensibilidade periférica no Pé Diabético: Estesiômetro (pressão) e Diapasão (vibração).

Resumo-Chave

A avaliação da sensibilidade periférica é fundamental na prevenção e manejo do Pé Diabético. O estesiômetro de monofilamento de 10g e o diapasão de 128 Hz são ferramentas essenciais para identificar a neuropatia diabética, um dos principais fatores de risco para úlceras e amputações.

Contexto Educacional

O Pé Diabético é uma complicação grave e frequente do diabetes mellitus, sendo a principal causa de amputações não traumáticas de membros inferiores em todo o mundo. A neuropatia periférica e a doença arterial periférica são os dois pilares fisiopatológicos que levam ao desenvolvimento de úlceras e infecções. A detecção precoce e o manejo adequado desses fatores de risco são essenciais para a prevenção de desfechos adversos. A avaliação regular dos pés é um componente crítico do cuidado do paciente diabético. Essa avaliação deve ser iniciada no momento do diagnóstico do diabetes tipo 2 e anualmente para todos os pacientes diabéticos. Para avaliar a sensibilidade periférica, ferramentas como o estesiômetro de monofilamento de 10g (para sensibilidade tátil e de pressão) e o diapasão de 128 Hz (para sensibilidade vibratória) são indispensáveis. A perda de sensibilidade protetora é um forte preditor de risco de ulceração. O manejo de úlceras no pé diabético exige uma abordagem multidisciplinar. Úlceras não infectadas podem se beneficiar de curativos oclusivos ou semioclusivos, que mantêm um ambiente úmido propício à cicatrização, ao contrário da crença de que devem ser expostas. A presença de infecção, especialmente em úlceras profundas ou com isquemia, requer desbridamento, antibioticoterapia e, em alguns casos, revascularização ou amputação. A educação do paciente sobre autocuidado e inspeção diária dos pés é fundamental para o prognóstico e a prevenção de novas lesões.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais métodos para avaliar a sensibilidade periférica no pé diabético?

Os principais métodos para avaliar a sensibilidade periférica incluem o uso do estesiômetro de monofilamento de 10g, que testa a sensibilidade tátil e de pressão, e o diapasão de 128 Hz, que avalia a sensibilidade vibratória. Ambos são cruciais para detectar a neuropatia diabética.

Quando deve ser iniciada a avaliação dos pés em pacientes com diabetes?

A avaliação dos pés deve ser iniciada no momento do diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 e anualmente a partir de então. Para o diabetes tipo 1, a avaliação anual deve começar 5 anos após o diagnóstico ou a partir da puberdade, o que ocorrer primeiro.

Qual a importância da neuropatia diabética no desenvolvimento do pé diabético?

A neuropatia diabética é um fator chave no desenvolvimento do pé diabético, pois a perda de sensibilidade protetora impede que o paciente perceba lesões, pressão excessiva ou temperaturas extremas. Isso leva à formação de calos, bolhas e úlceras que podem evoluir para infecções e amputações.

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