CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Sabemos que o tratamento da retinopatia diabética com laser, segundo o Diabetic Retinopathy Study:
Laser na RD Proliferativa (DRS) → Redução de 50% no risco de perda visual grave.
O DRS estabeleceu a eficácia da fotocoagulação panretiniana em reduzir drasticamente a progressão para cegueira em pacientes com características de alto risco.
O Diabetic Retinopathy Study (DRS), iniciado na década de 1970, foi um dos ensaios clínicos mais importantes da oftalmologia. Ele provou que a fotocoagulação panretiniana é eficaz na redução da perda visual grave em pacientes com retinopatia diabética proliferativa (RDP). Antes do DRS, não havia tratamento eficaz para evitar a cegueira pelo diabetes. O estudo mostrou que, embora o laser possa causar uma leve diminuição da acuidade visual central e do campo visual periférico, ele é fundamental para preservar a visão útil a longo prazo. Esses critérios de 'alto risco' ainda são amplamente utilizados hoje para indicar o início do tratamento com laser ou anti-VEGF.
O DRS definiu perda visual grave como uma acuidade visual inferior a 5/200 (equivalente a conta dedos a 1 metro) em duas visitas consecutivas com intervalo de 4 meses. O estudo demonstrou que a fotocoagulação panretiniana reduziu esse risco em 50% ou mais em olhos com características de alto risco.
As características de alto risco para perda visual grave incluem: 1) Neovascularização de disco (NVD) ≥ 1/4 a 1/3 da área do disco; 2) Qualquer NVD associada a hemorragia vítrea ou pré-retiniana; 3) Neovascularização em outros locais (NVE) ≥ 1/2 da área do disco associada a hemorragia vítrea ou pré-retiniana.
A principal conclusão é que a fotocoagulação panretiniana (PRP) deve ser realizada prontamente em pacientes que atingem os critérios de alto risco, pois o benefício do tratamento em prevenir a cegueira supera os efeitos colaterais do laser (como redução de campo periférico e visão noturna).
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