AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Em relação ao paciente com diabetes tipo 2, é correto afirmar que:
Pacientes com DM2: estatinas para LDL < 100 mg/dL; IECA/BRA para HAS; aspirina para alto risco CV.
No diabetes tipo 2, o manejo vai além do controle glicêmico. Estatinas são essenciais para reduzir o LDL-C, visando metas rigorosas (<100 mg/dL, ou mais baixas para alto risco). IECA/BRA são preferenciais para hipertensão, e a aspirina é reservada para profilaxia primária em pacientes com alto risco cardiovascular, não para todos.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica com alta prevalência e um risco significativo de complicações micro e macrovasculares. O manejo do DM2 vai muito além do controle glicêmico, abrangendo o controle rigoroso de fatores de risco cardiovasculares, como dislipidemia e hipertensão arterial. A compreensão das diretrizes atuais é fundamental para a prática clínica e para as provas de residência. Em relação à dislipidemia, as estatinas são a terapia de escolha para a maioria dos pacientes com DM2, visando reduzir o colesterol LDL para metas específicas (geralmente <100 mg/dL, mas mais baixas para alto risco). Quanto à hipertensão, os IECA e BRA são preferenciais devido aos seus benefícios renais e cardiovasculares. A aspirina, por sua vez, não é universalmente indicada para profilaxia primária; sua prescrição deve ser individualizada para pacientes com alto risco cardiovascular e baixo risco de sangramento. É crucial que o residente compreenda que a metformina, embora seja a primeira linha para o controle glicêmico, possui outros benefícios, como a redução de peso e potenciais efeitos cardiovasculares, desmistificando a ideia de que seu efeito é unicamente glicêmico. A abordagem multifatorial no DM2 é a chave para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Para a maioria dos pacientes com diabetes tipo 2, o alvo de colesterol LDL é abaixo de 100 mg/dL. No entanto, para aqueles com alto ou muito alto risco cardiovascular (ex: doença cardiovascular estabelecida), as metas podem ser ainda mais rigorosas, como <70 mg/dL ou <55 mg/dL.
A aspirina é indicada para profilaxia primária de eventos cardiovasculares em pacientes com diabetes tipo 2 que apresentam alto risco cardiovascular (ex: idade >50 anos com múltiplos fatores de risco) e baixo risco de sangramento. Não é recomendada para todos os pacientes.
Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) são as drogas de escolha para o início do tratamento da hipertensão arterial em pacientes diabéticos, especialmente se houver albuminúria, devido aos seus efeitos protetores renais e cardiovasculares.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo