SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020
Mulher, 45 anos, hipertensa em uso de hidroclorotiazida e captopril, com IMC de 36kg/m², em consulta na UBS queixa-se de polidipsia e poliúria. Apresenta glicemia de jejum 156mg/dl e hemoglobina glicada de 8,4%, com função renal normal. A terapêutica mais adequada consiste em mudança de estilo de vida e introdução de:
DM2 recém-diagnosticado com HbA1c > 7,5% e IMC elevado → Metformina + MEV como primeira linha.
A paciente apresenta critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus tipo 2 (glicemia de jejum > 126 mg/dL e HbA1c > 6,5%). Com IMC de 36 kg/m² e HbA1c de 8,4%, a metformina (uma biguanida) é a droga de primeira escolha, associada a mudanças de estilo de vida, devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios no peso.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência é crescente, especialmente em indivíduos com sobrepeso e obesidade, sendo uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular e renal. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. A fisiopatologia do DM2 envolve resistência à insulina nos tecidos periféricos e disfunção das células beta pancreáticas. A suspeita deve surgir em pacientes com sintomas clássicos como polidipsia, poliúria e polifagia, ou em rastreamentos de rotina. A hemoglobina glicada (HbA1c) é um marcador importante para o diagnóstico e monitoramento do controle glicêmico, refletindo a média da glicemia nos últimos 2-3 meses. O tratamento inicial do DM2 sempre inclui mudanças de estilo de vida, como dieta balanceada e exercícios físicos. A metformina, uma biguanida, é a droga de primeira linha na maioria dos casos, especialmente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, devido ao seu mecanismo de ação que reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade à insulina. Outras classes de medicamentos são adicionadas conforme a necessidade de controle glicêmico e características individuais do paciente.
O diagnóstico de DM2 é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, teste de tolerância à glicose oral ≥ 200 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5%.
A metformina é a primeira escolha por sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda ou estabilização de peso, e benefícios cardiovasculares, sendo bem tolerada pela maioria dos pacientes.
A insulinização plena pode ser considerada em pacientes com DM2 recém-diagnosticado que apresentam descompensação metabólica grave (cetoacidose, estado hiperosmolar) ou sintomas graves de hiperglicemia, ou HbA1c muito elevada (>10%) no diagnóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo