FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
Sobre o tratamento do DM2, assinale a alternativa correta.
Metformina uso prolongado → risco deficiência B12. Dosar cianocobalamina anualmente após 4 anos de uso.
A metformina, um dos pilares no tratamento do DM2, pode causar deficiência de vitamina B12 (cianocobalamina) com o uso prolongado, sendo recomendada a monitorização anual dos níveis após alguns anos de tratamento para prevenir complicações neurológicas e hematológicas.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é complexo e individualizado, com a metformina sendo frequentemente a primeira linha de terapia devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios cardiovasculares. No entanto, o uso prolongado de metformina está associado a um risco aumentado de deficiência de vitamina B12 (cianocobalamina), o que pode levar a complicações neurológicas e hematológicas. Por isso, a monitorização anual dos níveis de B12 é recomendada após alguns anos de tratamento. Outras classes de medicamentos antidiabéticos possuem mecanismos de ação distintos. As tiazolidinedionas, como a pioglitazona, atuam como agonistas dos receptores PPAR-gama, aumentando a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos. Os inibidores do SGLT-2 (gliflozinas) promovem a glicosúria ao inibir a reabsorção de glicose nos túbulos renais, mas podem causar retenção hídrica em alguns pacientes, embora a principal preocupação seja a infecção geniturinária. Os análogos do receptor do GLP-1 (agonistas do GLP-1) são uma classe importante que mimetiza a ação do hormônio incretina GLP-1. Eles aumentam a secreção de insulina de forma glicose-dependente e suprimem a secreção de glucagon, além de retardar o esvaziamento gástrico e promover saciedade. É crucial para o residente dominar os mecanismos, indicações e efeitos adversos de cada classe para otimizar o tratamento do DM2.
A metformina pode interferir na absorção intestinal da vitamina B12, possivelmente alterando a função do fator intrínseco ou a motilidade intestinal, levando à deficiência em uso prolongado.
A pioglitazona (tiazolidinediona) age como agonista PPAR-gama, aumentando a sensibilidade à insulina. As gliflozinas (inibidores SGLT-2) inibem a reabsorção renal de glicose, promovendo glicosúria.
Os análogos do GLP-1 aumentam a secreção de insulina dependente de glicose e suprimem a secreção de glucagon, além de retardar o esvaziamento gástrico e promover saciedade, contribuindo para o controle glicêmico e perda de peso.
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