UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2020
Homem de 74 anos, viúvo e aposentado, procurou uma unidade básica de saúde e relatou queixas de poliúria e turvação da visão. Acrescentou que não costuma fazer exames, dietas e que leva uma vida sedentária. Os exames indicaram bom estado geral, IMC = 31, glicemia de jejum = 250 mg/dL e HbA1c = 8%. Nesse caso, a conduta terapêutica inicial mais indicada é:
DM2 com HbA1c 8% e obesidade → Metformina + segunda linha (ex: iSGLT2 ou aGLP-1) como conduta inicial.
Para pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e HbA1c acima da meta (geralmente >7-7.5%), a terapia combinada é frequentemente necessária desde o início. A metformina é a primeira linha, e a escolha da segunda droga deve considerar comorbidades como obesidade e risco cardiovascular.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, impulsionada por fatores como obesidade e sedentarismo. O manejo adequado é crucial para prevenir complicações micro e macrovasculares, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. A fisiopatologia do DM2 envolve resistência à insulina nos tecidos periféricos e disfunção das células beta pancreáticas, levando à produção insuficiente de insulina para superar a resistência. O diagnóstico é estabelecido por níveis elevados de glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose oral ou HbA1c. Sintomas como poliúria, polidipsia, polifagia e turvação visual são indicativos de hiperglicemia descompensada. A conduta terapêutica inicial para DM2 geralmente começa com mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios). A metformina é a droga de primeira linha na maioria dos casos, devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios cardiovasculares. Em pacientes com HbA1c mais elevada (ex: >8%) ou com comorbidades específicas (doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca, doença renal crônica), a terapia combinada com outras classes de hipoglicemiantes (como inibidores de SGLT2 ou agonistas de GLP-1) pode ser iniciada precocemente para otimizar o controle glicêmico e oferecer proteção orgânica adicional.
O diagnóstico de DM2 é feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas clássicos.
A metformina é a primeira linha devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda de peso ou neutralidade, e benefícios cardiovasculares comprovados, além de ser bem tolerada e de baixo custo.
A terapia combinada deve ser considerada no início do tratamento do DM2 quando a HbA1c está significativamente acima da meta individualizada (geralmente > 7,5-8%), ou se o paciente apresenta comorbidades específicas que se beneficiam de outras classes de medicamentos.
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