Manejo Integrado de DM2, HAS e Dislipidemia

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 56 anos, portador de diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, procura assistência médica para acompanhamento clínico ambulatorial. Estatura 1,79m; peso 108kg; índice de massa corporal (IMC) 33,7 kg/m2; circunferência abdominal 116cm; pressão arterial 150x100 mmHg; colesterol total 269 mg/dL; HDL colesterol 32 mg/dL; triglicerídeos 260 mg/dL; ácido úrico 9,6 mg/dL; glicemia de jejum 147 mg/dL; hemoglobina glicosilada 7,8%; relação albumina creatinina em uma amostra isolada de urina 65 mg/g (VR < 30 mg/g). Qual das combinações de medicamentos abaixo é a mais apropriada para o tratamento inicial desse paciente?

Alternativas

  1. A) Metformina; ramipril; rosuvastatina
  2. B) Sitagliptina; hidroclorotiazida; sinvastatina
  3. C) Glimepirida; valsartana; fenofibrato 
  4. D) Nateglinida; telmisartano; atorvastatina

Pérola Clínica

Paciente com DM2, HAS, dislipidemia, obesidade e microalbuminúria → Metformina + IECA (Ramipril) + Estatina (Rosuvastatina).

Resumo-Chave

Este paciente apresenta síndrome metabólica completa com DM2, HAS, dislipidemia, obesidade e microalbuminúria. O tratamento inicial deve abordar todas as comorbidades: metformina para DM2, um IECA (como ramipril) para HAS e proteção renal, e uma estatina de alta potência (como rosuvastatina) para dislipidemia.

Contexto Educacional

O paciente apresenta um quadro complexo de síndrome metabólica, caracterizado por Diabetes Mellitus tipo 2, Hipertensão Arterial Sistêmica, dislipidemia (colesterol total elevado, HDL baixo, triglicerídeos elevados), obesidade (IMC 33,7 kg/m²) e hiperuricemia. Além disso, a presença de microalbuminúria (relação albumina/creatinina 65 mg/g) indica lesão renal incipiente, uma complicação comum do DM e HAS. O tratamento deve ser multifacetado e agressivo para reduzir o risco de eventos cardiovasculares e renais. A metformina é a pedra angular do tratamento do DM2, especialmente em pacientes com sobrepeso/obesidade, devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios adicionais. Para a hipertensão, a escolha de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) como o ramipril ou um bloqueador do receptor de angiotensina (BRA) é crucial, não apenas para o controle pressórico, mas também para a nefroproteção em pacientes com microalbuminúria. No manejo da dislipidemia, uma estatina de alta intensidade, como a rosuvastatina ou atorvastatina, é indicada para reduzir o colesterol LDL e o risco cardiovascular global, que é elevado neste paciente. A combinação de metformina, um IECA/BRA e uma estatina de alta potência é a abordagem mais apropriada para o tratamento inicial, visando o controle glicêmico, pressórico e lipídico, além da proteção de órgãos-alvo.

Perguntas Frequentes

Por que a metformina é a primeira escolha para o DM2 neste paciente?

A metformina é a primeira linha para DM2, especialmente em pacientes com sobrepeso/obesidade, devido à sua eficácia no controle glicêmico, baixo risco de hipoglicemia e potencial benefício na perda de peso.

Qual a importância do ramipril (IECA) neste caso?

O ramipril, um inibidor da ECA, é fundamental para o controle da hipertensão e, principalmente, para a proteção renal, dada a presença de microalbuminúria (relação albumina/creatinina 65 mg/g), uma complicação comum do DM e HAS.

Por que a rosuvastatina é indicada para a dislipidemia?

A rosuvastatina é uma estatina de alta potência, essencial para reduzir o colesterol LDL e o risco cardiovascular em pacientes com DM2 e dislipidemia, especialmente com HDL baixo e triglicerídeos elevados, como neste caso.

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