UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2020
Mulher, branca, 42 anos, portadora de diabetes mellitus tipo 2 desde os 40 anos. Antecedentes patológicos: hipertensão arterial e insuficiência cardíaca. Medicação em uso para diabetes: metformina XR 2.000 mg/dia. Exames laboratoriais: glicemia de jejum 150 mg/dL, HbA1c 7,9%, função renal dentro da normalidade. Exame físico: dentro da normalidade, exceto IMC: 26,1 kg/m² . Assinale a alternativa CORRETA quanto à segunda opção de medicação para controle glicêmico.
DM2 com IC e HbA1c elevada em metformina → Inibidor SGLT2 (Empagliflozina) é a segunda linha preferencial.
Em pacientes com DM2, doença cardiovascular estabelecida (como insuficiência cardíaca) ou alto risco, os inibidores de SGLT2 (como a empagliflozina) são a segunda linha preferencial após a metformina, devido aos seus benefícios cardiovasculares e renais, independentemente do controle glicêmico.
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, com foco não apenas no controle glicêmico, mas também na prevenção de complicações cardiovasculares e renais. A metformina continua sendo a terapia de primeira linha para a maioria dos pacientes, mas a escolha da segunda linha depende das comorbidades do paciente e dos objetivos terapêuticos. Em pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, as diretrizes atuais recomendam fortemente o uso de inibidores de SGLT2 ou agonistas do receptor de GLP-1, independentemente da HbA1c inicial ou da necessidade de controle glicêmico adicional. Essas classes demonstraram reduzir eventos cardiovasculares adversos maiores, hospitalizações por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal. A empagliflozina, um inibidor de SGLT2, é particularmente benéfica em pacientes com insuficiência cardíaca, como no caso apresentado, devido à sua capacidade de reduzir a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por IC. Outras opções como sulfonilureias (gliclazida) podem causar hipoglicemia e não oferecem os mesmos benefícios cardiovasculares, enquanto a pioglitazona é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca. A insulina é uma opção potente para controle glicêmico, mas não é a primeira escolha para pacientes com IC que já usam metformina e precisam de um segundo agente com benefícios cardiovasculares.
A empagliflozina, um inibidor de SGLT2, é a escolha preferencial devido à presença de insuficiência cardíaca na paciente. Essa classe de medicamentos demonstrou benefícios cardiovasculares e renais, reduzindo hospitalizações por IC e mortalidade, independentemente do controle glicêmico.
As principais classes com benefícios cardiovasculares comprovados são os inibidores de SGLT2 (como empagliflozina, dapagliflozina) e os agonistas do receptor de GLP-1 (como liraglutida, semaglutida, dulaglutida).
A insulina é geralmente considerada quando a HbA1c permanece muito elevada (ex: >10%) ou quando há sintomas de descompensação hiperglicêmica, ou ainda quando outras terapias orais falham em atingir as metas glicêmicas.
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