ENARE/ENAMED — Prova 2024
Assinale a alternativa correta sobre Diabetes na infância.
Diabetes Tipo 1 é a forma mais comum de diabetes na infância, sendo uma doença autoimune com deficiência absoluta de insulina.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 é, de longe, o tipo mais frequente de diabetes em crianças e adolescentes, caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. É uma condição crônica que requer reposição de insulina.
O diabetes mellitus na infância é uma condição crônica que exige atenção e manejo especializados. Contrariamente à percepção popular, o diabetes não é raro em crianças, e sua incidência tem aumentado globalmente. A forma mais prevalente nessa faixa etária é o Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas produtoras de insulina, levando a uma deficiência absoluta do hormônio. O DM1 pediátrico manifesta-se tipicamente com sintomas como poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, podendo evoluir para cetoacidose diabética se não diagnosticado e tratado precocemente. O diagnóstico é confirmado por exames de glicemia e, muitas vezes, pela detecção de autoanticorpos específicos. O tratamento consiste na reposição exógena de insulina, monitoramento glicêmico contínuo, educação alimentar e prática de exercícios físicos. É importante diferenciar o DM1 do Diabetes Tipo 2 (DM2) na infância, que, embora menos comum, tem sua incidência crescente devido ao aumento da obesidade infantil. O DM2 está associado à resistência insulínica e pode ser manejado inicialmente com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais. A resistência insulínica em lactentes não é um mecanismo primário para a manutenção da glicemia, que é mais dependente da produção endógena de insulina e da ingestão alimentar. A compreensão dessas distinções é crucial para o diagnóstico e manejo adequados na prática pediátrica.
Os sintomas clássicos incluem poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (aumento da sede), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso inexplicável, além de fadiga e irritabilidade.
O diagnóstico é feito pela presença de sintomas clássicos e níveis elevados de glicemia (glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL ou glicemia ≥ 200 mg/dL duas horas após teste de tolerância à glicose oral). A presença de autoanticorpos pode confirmar a etiologia autoimune.
O tratamento principal e essencial é a reposição de insulina, geralmente por múltiplas injeções diárias ou bomba de infusão, combinada com monitoramento glicêmico rigoroso, planejamento alimentar e atividade física.
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