Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2023
Em relação à classificação do diagnóstico do diabetes melito (DM) na infância e adolescência, assinale a afirmativa correta.
DM na infância/adolescência → maioria é DM tipo 1 (autoimune).
O Diabetes Mellitus tipo 1 é a forma mais comum de DM em crianças e adolescentes, caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina.
O Diabetes Mellitus (DM) na infância e adolescência representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo. A forma mais prevalente de DM nessa faixa etária é o Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. Essa condição exige tratamento com insulina exógena desde o diagnóstico. Embora a incidência de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em crianças e adolescentes tenha aumentado nas últimas décadas devido à crescente prevalência de obesidade e sedentarismo, o DM1 ainda é responsável pela vasta maioria dos casos de diabetes na população pediátrica. É crucial diferenciar o DM1 de outras formas, como o DM2 e os tipos específicos de DM (por exemplo, diabetes monogênico ou MODY), pois o manejo e o prognóstico variam consideravelmente. O diagnóstico precoce e a classificação correta são fundamentais para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações agudas, como a cetoacidose diabética, e crônicas. A pesquisa de autoanticorpos e a avaliação da função das células beta (peptídeo C) são ferramentas importantes para auxiliar na diferenciação dos tipos de diabetes em crianças e adolescentes, guiando a conduta terapêutica e o aconselhamento familiar.
Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, ou HbA1c ≥ 6,5%. A presença de autoanticorpos (anti-GAD, anti-ICA, anti-IA2) confirma o tipo 1.
O DM tipo 1 geralmente tem início agudo, presença de autoanticorpos, cetoacidose diabética frequente e deficiência de insulina. O DM tipo 2 está associado à obesidade, acantose nigricans e resistência à insulina, com início mais insidioso.
Incluem diabetes monogênico (MODY, diabetes neonatal), diabetes secundário a doenças (fibrose cística, síndromes genéticas) ou uso de medicamentos (corticoides), que são menos comuns que o DM1.
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