UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Paciente com DM2 vem a UBS para reavaliação, fazendo uso de Metformina e Glibenclamida, doses máximas em uso destas medicações há sete anos, faz dieta recomendada, porém apresenta polidipsia e nocturia há vinte dias, nega adesão a atividade física regular. A conduta que deverá ser tomada, neste caso, é:
DM2 com 2 OADs em dose máxima e sintomas de descontrole → adicionar 3º OAD ou iniciar insulina, após rever adesão.
Em pacientes com DM2 que já utilizam dois hipoglicemiantes orais em doses máximas e apresentam sintomas de descontrole glicêmico (polidipsia, noctúria), a conduta inicial deve ser rever a adesão ao tratamento e à dieta, mas já considerar a adição de um terceiro agente oral ou, se a HbA1c estiver muito elevada ou os sintomas forem graves, iniciar a insulinoterapia.
O manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é um pilar da clínica médica, e a progressão da doença frequentemente exige a escalada terapêutica. Pacientes que já utilizam Metformina e uma sulfonilureia (como Glibenclamida) em doses máximas e ainda apresentam sintomas de descontrole glicêmico, como polidipsia e noctúria, indicam falha do esquema atual. É crucial que o residente saiba identificar essa situação e propor a próxima etapa do tratamento. O algoritmo de tratamento do DM2 é dinâmico e individualizado. Antes de qualquer mudança, a revisão da adesão do paciente à medicação e às modificações do estilo de vida (dieta e atividade física) é um passo inicial importante. No entanto, diante de sintomas claros de hiperglicemia e falha de dois agentes, a introdução de um terceiro hipoglicemiante oral ou o início da insulinoterapia se torna imperativa para evitar complicações micro e macrovasculares a longo prazo. Para as provas de residência e a prática, é essencial conhecer as diferentes classes de hipoglicemiantes orais, seus mecanismos de ação, indicações e contraindicações, bem como os critérios para iniciar a insulina. A escolha do próximo passo deve considerar a HbA1c do paciente, a presença de comorbidades (doença cardiovascular, insuficiência renal) e o perfil de efeitos adversos dos medicamentos, visando o melhor controle glicêmico com segurança.
A falha terapêutica é considerada quando o paciente não atinge as metas glicêmicas (HbA1c individualizada, geralmente <7%) ou apresenta sintomas de descontrole glicêmico, mesmo em uso de doses máximas de hipoglicemiantes orais e com boa adesão à dieta e atividade física.
Após falha com Metformina e uma sulfonilureia em doses máximas, a próxima etapa geralmente envolve a adição de um terceiro agente oral de outra classe (ex: iDPP-4, iSGLT2, agonista GLP-1) ou a introdução da insulinoterapia basal, especialmente se a HbA1c estiver significativamente elevada ou houver sintomas de hiperglicemia.
Rever a adesão é fundamental, pois a falta de adesão à medicação, dieta ou atividade física é uma causa comum de descontrole glicêmico. Antes de adicionar ou trocar medicamentos, é importante garantir que o paciente esteja seguindo as recomendações, otimizando o tratamento atual.
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