HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
Dentro dos cuidados e considerações especiais com ao abordagem do DM2 no idoso, não é correto afirmar que:
DM2 idoso: ↑ adiposidade central, ↓ massa magra, ↑ resistência à insulina.
No idoso com DM2, a fisiopatologia inclui aumento da adiposidade central e diminuição da massa magra, o que, em vez de levar a menor resistência à insulina, contribui para um AUMENTO da resistência à insulina. A alternativa A está incorreta porque afirma 'menor resistência à insulina', quando o correto é maior.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) no idoso apresenta particularidades fisiopatológicas e clínicas que exigem uma abordagem diferenciada. Com o envelhecimento, ocorrem alterações como a perda progressiva da função das células beta pancreáticas, aumento da adiposidade central (gordura visceral) e diminuição da massa magra (músculo), um fenômeno conhecido como sarcopenia. Essas mudanças contribuem significativamente para o aumento da resistência à insulina, tornando o controle glicêmico mais desafiador. A resistência insulínica no idoso está intrinsecamente ligada à diminuição do tecido muscular, que é um dos principais sítios de captação de glicose. A sarcopenia, que é mais prevalente em pessoas com diabetes, não só agrava a resistência à insulina, mas também aumenta o risco de quedas, fraturas, eventos cardiovasculares e perda da autossuficiência, impactando diretamente a qualidade de vida. O risco de sarcopenia é maior com o tempo de diagnóstico do DM2, mau controle glicêmico e sedentarismo. Para residentes, é fundamental compreender que a abordagem do DM2 no idoso deve ser individualizada, considerando a fragilidade, comorbidades e expectativa de vida. O manejo deve focar não apenas no controle glicêmico, mas também na prevenção e tratamento da sarcopenia, através de exercícios físicos e nutrição adequada, visando preservar a funcionalidade e autonomia do paciente.
No idoso, o DM2 é caracterizado por perda da função da célula beta, aumento da adiposidade central, diminuição da massa magra (sarcopenia) e, consequentemente, aumento da resistência à insulina, tornando o controle glicêmico mais complexo.
A sarcopenia, diminuição da massa muscular, agrava a resistência à insulina no idoso com DM2, pois o músculo é um importante sítio de captação de glicose. Além disso, aumenta o risco de quedas, fraturas e perda de autossuficiência.
Os idosos com DM2 têm maior risco de hipoglicemia, sarcopenia, fragilidade, quedas, eventos cardiovasculares, demência e perda de funcionalidade, exigindo uma abordagem terapêutica individualizada.
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