Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
Mulher, 52 anos, assintomática, com antecedente de diabetes mellitus tipo 2 há 2 anos, em uso de metformina 2,0 g/dia, procura atendimento médico para seguimento clínico. Exame físico: PA = 130 x 70 mmHg; FC = 78 bpm; IMC = 33,8 kg/m²; circunferência abdominal = 90 cm. Exames complementares: ECG e fundo de olho normais; glicemia de jejum = 188 mg/dL; HbA1c = 8,1%; creatinina = 0,79 mg/dL; urina tipo 1 = proteinúria discreta.Além de reforço na orientação para mudança do estilo de vida, a terapêutica farmacológica mais adequada, visando controle glicêmico e perda de peso, deve ser
DM2 + HbA1c ↑ + obesidade + necessidade perda peso → Agonista GLP-1 (ex: semaglutida).
A paciente apresenta DM2 com controle glicêmico inadequado (HbA1c 8,1%) apesar do uso de metformina, além de obesidade (IMC 33,8 kg/m²). A semaglutida, um agonista do receptor de GLP-1, é a escolha mais adequada por promover controle glicêmico eficaz e significativa perda de peso, com benefícios cardiovasculares e renais.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. Sua prevalência é crescente, e o manejo adequado visa não apenas o controle glicêmico, mas também a prevenção de complicações micro e macrovasculares. A obesidade é um fator de risco significativo e um desafio no tratamento do DM2. A fisiopatologia do DM2 envolve múltiplos mecanismos, incluindo a redução da secreção de insulina, aumento da produção hepática de glicose e resistência à insulina nos tecidos periféricos. O diagnóstico é feito por níveis elevados de glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose oral ou HbA1c. O caso apresenta uma paciente com HbA1c de 8,1% e IMC de 33,8 kg/m², indicando controle inadequado e obesidade. O tratamento do DM2 é multifacetado, começando com mudanças no estilo de vida e metformina. Em casos de controle glicêmico insatisfatório, a escolha da segunda linha deve considerar comorbidades e objetivos adicionais. Agonistas do receptor de GLP-1, como a semaglutida, são preferidos em pacientes com obesidade ou doença cardiovascular aterosclerótica, devido aos seus efeitos na perda de peso, redução da HbA1c e proteção cardiovascular e renal.
Agonistas de GLP-1 devem ser considerados em pacientes com DM2 que necessitam de controle glicêmico adicional, especialmente aqueles com obesidade ou sobrepeso, ou com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica.
Além de reduzir a HbA1c, a semaglutida promove perda de peso significativa, reduz o risco de eventos cardiovasculares maiores em pacientes de alto risco e pode ter benefícios renais, como a redução da progressão da albuminúria.
Embora a insulina seja eficaz no controle glicêmico, ela pode levar ao ganho de peso, o que seria desfavorável para uma paciente já obesa. Agonistas de GLP-1 oferecem controle glicêmico e perda de peso, sendo mais vantajosos neste cenário.
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