Diabetes Mellitus Tipo 2 em Adolescentes: Diagnóstico e Sinais

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020

Enunciado

Menina, 15 anos de idade, retorna à UBS para levar exames solicitados, por se queixar de secreção vaginal esbranquiçada, polaciúria e enurese. Refere, também, manchas escuras em região cervical. Apresenta IMC: 30 Kg/m², acima do percentil 97 da curva da OMS para a idade. Sumário de urina mostra glicosúria (++), sem outros achados anormais, glicemia: 230mg/ml. Diante do quadro descrito, indique a informação de história que corrobora, de forma decisiva, o diagnóstico principal.

Alternativas

Pérola Clínica

Obesidade + Acantose Nigricans + Glicemia ≥ 200 mg/dL com sintomas = DM2.

Resumo-Chave

A combinação de obesidade, sinais de resistência insulínica e hiperglicemia sintomática em adolescentes é altamente sugestiva de DM2, diferenciando-se do DM1 pela ausência de autoimunidade e fenótipo metabólico.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) em pediatria tornou-se uma preocupação crescente devido à epidemia de obesidade infantil. Diferente do DM1, que é uma doença autoimune de deficiência insulínica, o DM2 em jovens é caracterizado por resistência à insulina e falência progressiva das células beta pancreáticas. O diagnóstico clínico é baseado em sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, perda de peso) associados a uma glicemia casual ≥ 200 mg/dL ou glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL. Neste caso clínico, a paciente apresenta obesidade (IMC > p97), acantose nigricans (sinal patognomônico de resistência insulínica) e sintomas de hiperglicemia (polaciúria, enurese e glicosúria). A história familiar positiva para DM2 é o dado de anamnese que mais corrobora o diagnóstico principal, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes e da ADA.

Perguntas Frequentes

Quais os principais sinais de resistência insulínica em adolescentes?

O sinal clínico mais característico é a acantose nigricans, que se manifesta como placas hiperpigmentadas e aveludadas em áreas de dobras, como pescoço e axilas. Além disso, a obesidade central e a presença de síndrome metabólica (hipertensão, dislipidemia) corroboram o quadro de resistência insulínica periférica.

Como diferenciar DM1 de DM2 em pacientes jovens?

O DM1 geralmente apresenta início abrupto, perda de peso acentuada e tendência à cetoacidose, em pacientes não necessariamente obesos. O DM2 está fortemente ligado à obesidade, história familiar positiva, acantose nigricans e pode ter um início mais insidioso com sintomas de poliúria e polidipsia.

Qual a importância da história familiar no diagnóstico de DM2?

A história familiar de Diabetes Mellitus Tipo 2 em parentes de primeiro ou segundo grau é um dos critérios mais decisivos e frequentes em adolescentes diagnosticados com a doença, refletindo a forte carga genética e ambiental compartilhada.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo