PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) caracteriza-se por uma deficiência absoluta na produção de insulina. Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta em relação ao DM1:
DM1 = deficiência absoluta de insulina, autoimune, herança poligênica associada a HLA ou monogênica.
O Diabetes Mellitus tipo 1 é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina. Sua etiologia é complexa, envolvendo uma predisposição genética significativa, que pode ser poligênica (com forte associação a genes do sistema HLA) ou, mais raramente, monogênica.
O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença crônica autoimune que resulta na destruição seletiva das células beta pancreáticas produtoras de insulina, levando a uma deficiência absoluta do hormônio. Sua compreensão é crucial para residentes, pois o manejo difere significativamente do DM2 e exige um conhecimento aprofundado da fisiopatologia e genética. A etiologia do DM1 é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. A predisposição genética é forte, com a maioria dos casos sendo de herança poligênica, onde múltiplos genes contribuem para o risco. Dentre esses, os genes do sistema HLA (Human Leukocyte Antigen) no cromossomo 6p21 são os mais importantes, explicando cerca de 50% da suscetibilidade genética. Existem também formas raras de DM1 com herança monogênica, causadas por mutações em um único gene. Clinicamente, o DM1 manifesta-se por hiperglicemia, poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso, podendo evoluir rapidamente para cetoacidose diabética se não tratado. O diagnóstico precoce e o início imediato da insulinoterapia são vitais. O conhecimento da base genética e autoimune do DM1 é fundamental para entender a patogênese, desenvolver novas terapias e, eventualmente, estratégias de prevenção.
Os genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (HLA), particularmente as classes II (DR3, DR4, DQ8), são os principais contribuintes genéticos para a suscetibilidade ao DM1. Eles codificam proteínas que apresentam antígenos aos linfócitos T, e certas variantes estão associadas a uma maior probabilidade de desenvolver a autoimunidade contra as células beta pancreáticas.
Não, embora o DM1 seja mais comum em crianças e adolescentes, ele pode ser diagnosticado em qualquer idade. Existe uma forma conhecida como LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults), que é o DM1 com início na idade adulta, muitas vezes confundido inicialmente com DM2 devido ao seu curso mais lento.
O DM1 é caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina, enquanto o DM2 envolve resistência à insulina e deficiência relativa de insulina. O DM1 geralmente tem início mais abrupto, é mais comum em jovens e não está associado à obesidade na maioria dos casos, ao contrário do DM2.
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