Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo feminino de 51 anos foi admitida no serviço de urgência com infarto agudo do miocárdio. Tinha antecedentes de diabetes mellitus tipo 2 há quatro anos, associado à hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, com tratamento irregular. Em sua consulta de desospitalização, cerca de 1 semana após a alta hospitalar, levou um exame de hemoglobina glicada de 8,5%, realizado durante internação. Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE hipoglicemiantes indicados com o objetivo de diminuir o alto risco cardiovascular desse paciente.
DM2 + alto risco CV (IAM prévio) + HbA1c ↑ → Inibidores SGLT2 (Dapaglifozina) e/ou Agonistas GLP-1 (Liraglutida) para benefício CV.
Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 e alto risco cardiovascular (especialmente com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida como IAM), as diretrizes atuais recomendam o uso de inibidores do SGLT2 (como dapaglifozina) ou agonistas do receptor de GLP-1 (como liraglutida) devido aos seus comprovados benefícios na redução de eventos cardiovasculares e mortalidade.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, como um infarto agudo do miocárdio (IAM) prévio, transcende o simples controle glicêmico. As diretrizes atuais enfatizam a importância de medicamentos com benefícios cardiovasculares comprovados para reduzir o risco de eventos futuros e mortalidade. A hemoglobina glicada de 8,5% indica um controle glicêmico inadequado, exacerbando o risco. Nesse contexto, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2), como a dapaglifozina, e os agonistas do receptor de peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), como a liraglutida, são as classes de medicamentos de escolha. Estudos clínicos robustos demonstraram que esses agentes reduzem significativamente a incidência de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade cardiovascular em pacientes com DM2 e alto risco cardiovascular. Os inibidores SGLT2 atuam promovendo a glicosúria, o que leva à redução da glicemia, peso e pressão arterial, além de efeitos diretos no miocárdio e nos rins. Os agonistas GLP-1, por sua vez, melhoram a função das células beta, reduzem o glucagon, retardam o esvaziamento gástrico e promovem a perda de peso, com efeitos benéficos na aterosclerose e na função endotelial. A escolha entre eles pode depender de características individuais do paciente, como presença de insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, e tolerabilidade.
As classes de medicamentos que demonstraram benefícios cardiovasculares significativos em pacientes com DM2 são os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (SGLT2) e os agonistas do receptor de peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1).
A dapaglifozina, um inibidor SGLT2, demonstrou reduzir o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), hospitalização por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal crônica em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida ou alto risco.
Os agonistas GLP-1, como a liraglutida, atuam promovendo a secreção de insulina dependente de glicose, suprimindo a secreção de glucagon, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo saciedade. Seus efeitos cardiovasculares incluem melhora da função endotelial, redução da pressão arterial e do peso corporal.
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