Manejo do DM2 com Alto Risco Cardiovascular na APS

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Uma paciente de 60 anos, com diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 há uma década e Hipertensão Arterial Sistêmica, procura a Unidade Básica de Saúde para consulta de rotina. Atualmente, utiliza Metformina 1.000 mg duas vezes ao dia, Glibenclamida 5 mg uma vez ao dia e Enalapril 20 mg duas vezes ao dia. Durante a anamnese dirigida, a paciente queixa-se de episódios recorrentes de tontura, sudorese e palpitações no período vespertino, que cessam após o lanche. Ela recorda ter sido submetida a uma angioplastia coronariana após um infarto agudo do miocárdio há três anos. O exame físico demonstra Índice de Massa Corporal de 32 kg/m² e Pressão Arterial de 138 x 86 mmHg. Os exames laboratoriais mostram Hemoglobina Glicada de 8,2%, Creatinina de 1,1 mg/dL, com taxa de filtração glomerular estimada em 78 mL/min/1,73m², e LDL-colesterol de 112 mg/dL. Diante desse cenário clínico na Atenção Primária, qual é a conduta mais adequada?

Alternativas

  1. A) Associar Insulina NPH ao deitar, mantendo a dose de Glibenclamida, para controle da glicemia de jejum e redução da hemoglobina glicada.
  2. B) Manter o esquema terapêutico atual e intensificar a restrição calórica para perda ponderal, visando a meta de Hemoglobina Glicada inferior a 7,0%.
  3. C) Suspender a Glibenclamida e iniciar um inibidor do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2) ou um agonista do receptor de GLP-1.
  4. D) Aumentar a dose da Glibenclamida para 10 mg ao dia e associar Sinvastatina, independentemente do risco cardiovascular calculado.

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