UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Em relação à diabetes melito tipo 1 na infância, é INCORRETO afirmar que:
Hipoglicemia ≠ Hiperglicemia/Cetoacidose: Poliúria, polidipsia, hálito cetônico são de hiperglicemia/CAD.
A alternativa D descreve sintomas de hiperglicemia e cetoacidose diabética (poliúria, polidipsia, hálito cetônico, hiperventilação - Kussmaul), e não de hipoglicemia. Os sintomas de hipoglicemia incluem palidez, sudorese, tremores, taquicardia, tontura, confusão mental e, em casos graves, convulsões e coma.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) na infância é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. O manejo é complexo e visa manter o controle glicêmico para prevenir complicações agudas e crônicas. A hipoglicemia é a complicação aguda mais comum do tratamento do DM1, e seus sintomas são neuroglicopênicos (confusão, tontura, convulsões) e autonômicos (sudorese, tremores, taquicardia, palidez). É crucial diferenciar esses sintomas dos de hiperglicemia e cetoacidose diabética (CAD), que incluem poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, hálito cetônico e respiração de Kussmaul (hiperventilação). A CAD é uma emergência médica com glicemia > 250 mg/dL e pH < 7,3. A monitorização da HbA1c é fundamental, pois reflete o controle glicêmico médio e não é afetada por estresse agudo ou jejum. Além disso, crianças com DM1 têm maior risco de outras doenças autoimunes, como tireoidopatias, justificando o rastreamento periódico da função tireoidiana.
Os sintomas incluem palidez, sudorese, tremores, taquicardia, irritabilidade, fome súbita, tontura, confusão mental e, em casos graves, convulsões ou perda de consciência.
Os critérios incluem glicemia > 250 mg/dL, pH plasmático < 7,3, bicarbonato sérico < 15 mEq/L e presença de cetonúria e/ou cetonemia.
A HbA1c reflete a média da glicemia nos últimos 2-3 meses, não exige jejum, tem menor variabilidade diária e é um excelente indicador do controle glicêmico a longo prazo, sendo crucial para monitorar o risco de complicações crônicas.
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