DM2 Descompensado: Quando Iniciar Insulinoterapia?

IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 62 anos, hipertensa, comparece à consulta de retorno com a Clínica Médica relatando polifagia, poliúria e polidipsia. Ao exame físico, é observada a alteração cutânea abaixo demonstrada. Sinais vitais se encontram estáveis, porém é realizada aferição de glicemia capilar, que se mostra com um valor de 320 mg/dL. Traz consigo, ainda, exames laboratoriais realizados de rotina que demonstram glicemia de jejum de 301 mg/dL, bem como hemoglobina glicada de 9,5%. A melhor conduta para o caso em questão é:

Alternativas

  1. A) Prescrever dapaglifozina.
  2. B) Orientar apenas mudanças no estilo de vida.
  3. C) Prescrever metformina em associação com sulfonilureia.
  4. D) Orientar mudanças no estilo de vida e iniciar insulinoterapia.

Pérola Clínica

DM2 sintomático com HbA1c > 9% e glicemia > 300 mg/dL → iniciar insulinoterapia + mudanças estilo de vida.

Resumo-Chave

Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2 recém-diagnosticado ou descompensado, apresentando sintomas de hiperglicemia (polifagia, poliúria, polidipsia) e com níveis de HbA1c > 9% (ou glicemia > 300 mg/dL), a insulinoterapia inicial é recomendada para um controle glicêmico rápido e eficaz, aliviando os sintomas e prevenindo complicações agudas.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva caracterizada por resistência à insulina e disfunção das células beta pancreáticas. O diagnóstico é feito por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, ou HbA1c ≥ 6,5%. A descompensação, com sintomas de poliúria, polidipsia e polifagia, indica hiperglicemia significativa. A fisiopatologia do DM2 envolve múltiplos mecanismos, incluindo a diminuição da secreção de insulina, aumento da produção hepática de glicose e resistência à insulina nos tecidos periféricos. A hiperglicemia crônica pode levar a complicações micro e macrovasculares. O tratamento do DM2 começa com mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios). A metformina é a primeira linha farmacológica. No entanto, em pacientes sintomáticos com HbA1c > 9% ou glicemia > 300 mg/dL, a insulinoterapia inicial é recomendada para um controle glicêmico rápido e seguro, visando aliviar os sintomas e reduzir a glicotoxicidade, podendo ser ajustada ou descontinuada posteriormente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para iniciar insulinoterapia em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2?

A insulinoterapia é indicada em pacientes com DM2 que apresentam sintomas de hiperglicemia (polifagia, poliúria, polidipsia), perda de peso inexplicada, ou quando a HbA1c é > 9% (ou glicemia > 300 mg/dL) no diagnóstico ou em seguimento, para um controle glicêmico rápido.

Quais são os sintomas clássicos da hiperglicemia descompensada no DM2?

Os sintomas clássicos da hiperglicemia descompensada no DM2 incluem polifagia (aumento do apetite), poliúria (aumento da frequência urinária) e polidipsia (aumento da sede). Outros sinais podem ser fadiga, visão turva e infecções frequentes.

Qual o papel das mudanças no estilo de vida no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2?

As mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável e prática regular de exercícios físicos, são a base do tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2. Elas podem melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a glicemia e a HbA1c, e auxiliar na perda de peso, sendo essenciais em todas as fases da doença.

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