Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
No Brasil, a prevalência de DM2 na população com mais de 65 anos foi estimada em 18,4%, embora não existam números consistentes sobre a incidência; e os dados sobre custos de tratamento de DM no Brasil são preocupantes.5 Em 2008, a estimativa do custo total anual de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS) foi de 264 milhões de dólares, sendo os custos relacionados a amputações de membros inferiores responsáveis pelo gasto de 128 milhões de reais. Podemos indicar como CORRETO o item:
Custos de DM2 são altos, com idosos e complicações crônicas sendo os principais responsáveis pelo aumento dos gastos.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) impõe um fardo econômico significativo aos sistemas de saúde, com custos elevados de tratamento e hospitalização. Pacientes idosos e aqueles com complicações crônicas são os principais impulsionadores desse aumento de gastos, destacando a importância da prevenção e do manejo eficaz da doença.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de alta prevalência global, com um impacto significativo na saúde pública e na economia. No Brasil, a doença afeta uma parcela considerável da população, especialmente os idosos, onde a prevalência pode chegar a quase 20%. A complexidade do manejo e as múltiplas complicações associadas tornam o DM2 uma das condições mais onerosas para os sistemas de saúde. Os custos associados ao DM2 são multifacetados, englobando desde o tratamento ambulatorial e medicamentos até as hospitalizações por complicações agudas e crônicas. É notável que as complicações crônicas, como a doença renal crônica, as doenças cardiovasculares e, em particular, as amputações de membros inferiores, são os principais impulsionadores desses gastos. Essas complicações resultam em longos períodos de internação, procedimentos cirúrgicos complexos e reabilitação, gerando um custo financeiro e social imenso. A análise dos custos revela que pacientes idosos e aqueles que já desenvolveram complicações crônicas são os principais responsáveis pelo aumento dos gastos com DM2. Isso sublinha a importância de estratégias de prevenção primária e secundária, como o controle glicêmico rigoroso, a educação do paciente e o rastreamento precoce de complicações, para reduzir a morbidade, a mortalidade e o impacto econômico da doença.
A prevalência de DM2 em indivíduos com mais de 65 anos no Brasil foi estimada em 18,4%, indicando que a doença é uma preocupação significativa de saúde pública nessa faixa etária, com um número crescente de casos devido ao envelhecimento populacional.
As complicações crônicas do DM2, como as amputações de membros inferiores, doenças cardiovasculares, nefropatia e retinopatia, são grandes responsáveis pelos elevados custos de hospitalização. Essas condições exigem tratamentos complexos e cuidados de longo prazo.
Pacientes idosos frequentemente apresentam múltiplas comorbidades e maior risco de desenvolver complicações macro e microvasculares do DM2, que exigem tratamentos mais complexos, hospitalizações prolongadas e cuidados de longo prazo, elevando substancialmente os custos de saúde.
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