HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras (V) e as falsas (F) sobre diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e infecção por COVID-19. ( ) Pacientes com DM2 são mais propensos a internações em unidades de terapia intensiva e a tempo mais prolongado de internação em comparação com a população em geral. ( ) A infecção por COVID-19 parece preciptar manifestações graves de diabetes, incluindo cetoacidose diabética e estado hiperglicêmico hiperosmolar. ( ) Protocolos de insulina subcutânea devem ser evitados para tratar a hiperglicemia intrahospitalar durante a pandemia de COVID-19 devido à necessidade de limitar a frequência de contato direto da equipe com os pacientes. ( ) Dentre as alterações induzidas pela infecção por COVID-19 observam-se a resistência à insulina e consequentemente pior controle glicêmico. ( ) Os antidiabéticos orais devem ser descontinuados durante a internação hospitalar de pacientes com DM2 e infecção por COVID-19 devido ao maior risco de efeitos adversos associados ao seu uso. Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo:
DM2 + COVID-19 → ↑ risco de gravidade, descompensação metabólica e necessidade de descontinuar antidiabéticos orais.
Pacientes com DM2 têm maior risco de desfechos graves por COVID-19, incluindo internação em UTI e descompensação metabólica aguda. A infecção pode induzir resistência à insulina e piorar o controle glicêmico, sendo recomendado descontinuar antidiabéticos orais e usar insulina em protocolos subcutâneos durante a internação.
A pandemia de COVID-19 revelou uma interação complexa e preocupante com o Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). Pacientes com DM2 são reconhecidamente um grupo de risco para formas mais graves da doença, com maior probabilidade de internação em unidades de terapia intensiva, necessidade de ventilação mecânica e mortalidade elevada. Compreender essa relação é fundamental para o manejo clínico. A infecção por SARS-CoV-2 pode impactar o metabolismo da glicose de diversas formas, incluindo a indução de resistência à insulina, disfunção das células beta pancreáticas e um estado pró-inflamatório que exacerba a hiperglicemia. Isso pode precipitar descompensações agudas do diabetes, como cetoacidose diabética e estado hiperglicêmico hiperosmolar, mesmo em pacientes com DM2 previamente bem controlados. Durante a internação hospitalar por COVID-19, o manejo da hiperglicemia em pacientes com DM2 requer atenção especial. A maioria dos antidiabéticos orais deve ser descontinuada devido ao risco de efeitos adversos e à imprevisibilidade do quadro clínico. Protocolos de insulina subcutânea, com ajustes frequentes, são a estratégia preferencial para um controle glicêmico seguro e eficaz, visando evitar tanto a hiperglicemia quanto a hipoglicemia.
Pacientes com DM2 frequentemente apresentam comorbidades, estado pró-inflamatório crônico e disfunção imunológica, que os tornam mais suscetíveis a infecções graves e a uma resposta inflamatória exacerbada ao SARS-CoV-2.
A infecção por COVID-19 pode precipitar cetoacidose diabética (CAD) e estado hiperglicêmico hiperosmolar (EHH), além de induzir resistência à insulina e piorar o controle glicêmico em pacientes com DM2.
Recomenda-se a descontinuação da maioria dos antidiabéticos orais durante a internação hospitalar devido ao maior risco de efeitos adversos e à necessidade de um controle glicêmico mais flexível e ajustável, geralmente com insulina.
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