UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Homem, 48 anos, diabético tipo 2 há 5 anos, em uso de metformina XR 2g/dia, obeso (IMC 33 kg/m²) e com doença renal do diabético (TFG: 48 mL/min/1,73 m² – CKD-EPI), vem à consulta com seguintes exames: glicemia 160 mg/dL, hemoglobina glicada: 8,4% e peptidio C 2,8 (VR: 1,1 até 4,4 ng/ml). A terapia antidiabética que deve ser prioritariamente introduzida para este paciente é:
DM2 + DRC (TFG 48) + HbA1c 8,4% → Priorizar Empagliflozina (inibidor SGLT2) para proteção renal e cardiovascular.
Paciente com Diabetes Mellitus tipo 2, obesidade e doença renal crônica (TFG 48 mL/min/1,73 m²) com controle glicêmico inadequado (HbA1c 8,4%) e em uso de metformina, deve ter um inibidor de SGLT2 como a empagliflozina adicionado. Essa classe de medicamentos oferece benefícios cardiovasculares e renais comprovados, independentemente do controle glicêmico.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em pacientes com comorbidades, como a Doença Renal Crônica (DRC) e obesidade, exige uma abordagem terapêutica que vá além do simples controle glicêmico. A hemoglobina glicada de 8,4% indica um controle inadequado, e a TFG de 48 mL/min/1,73 m² classifica o paciente em DRC estágio G3a. Nesses casos, a escolha da medicação antidiabética deve considerar os benefícios cardiovasculares e renais, além da eficácia hipoglicemiante. As diretrizes atuais recomendam fortemente o uso de inibidores de SGLT2 (como a empagliflozina) ou agonistas do receptor de GLP-1 em pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca ou DRC, independentemente do nível de HbA1c. A empagliflozina demonstrou em grandes estudos clínicos reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares maiores, hospitalização por insuficiência cardíaca e progressão da doença renal em pacientes com DM2. Embora a metformina seja a primeira linha, a adição de um inibidor de SGLT2 é prioritária neste cenário devido à DRC. Outras opções como saxagliptina (DPP-4i) não oferecem os mesmos benefícios renais e cardiovasculares primários, pioglitazona (tiazolidinediona) pode causar retenção hídrica, insulina degludeca é uma opção para controle glicêmico mais intensivo, mas não oferece proteção orgânica primária, e gliclazida (sulfonilureia) tem risco de hipoglicemia e não confere proteção renal/cardiovascular. Portanto, a empagliflozina se destaca como a escolha mais adequada e prioritária.
A empagliflozina, um inibidor de SGLT2, é prioritária devido aos seus comprovados benefícios na redução de eventos cardiovasculares e na progressão da doença renal em pacientes com DM2 e DRC, além do controle glicêmico.
Os inibidores de SGLT2 bloqueiam a reabsorção de glicose e sódio nos túbulos renais, promovendo glicosúria e natriurese. Isso leva à redução da hiperfiltração glomerular, diminuição da albuminúria e proteção renal.
A metformina deve ser ajustada quando a TFG está abaixo de 45 mL/min/1,73 m² e suspensa se a TFG for inferior a 30 mL/min/1,73 m², devido ao risco de acidose láctica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo