SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Qual é o exame laboratorial mais indicado para o diagnóstico inicial da diabetes tipo 2?
HbA1c ≥ 6,5% ou Glicemia Jejum ≥ 126 mg/dL (confirmados) = Diabetes Mellitus.
A Hemoglobina Glicada (HbA1c) é o exame preferencial para diagnóstico inicial por refletir a média glicêmica trimestral e possuir menor variabilidade biológica que a glicemia de jejum.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) baseia-se na detecção de hiperglicemia crônica. Segundo a American Diabetes Association (ADA) e a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), os critérios incluem Glicemia de Jejum ≥ 126 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou TOTG-75g após 2h ≥ 200 mg/dL. A presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso) associada a uma glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL também fecha o diagnóstico sem necessidade de repetição. A HbA1c oferece vantagens práticas, como a dispensa do jejum e a estabilidade pré-analítica. No entanto, sua interpretação exige cautela em pacientes com variantes de hemoglobina ou estados de anemia, onde a glicemia de jejum ou o teste de tolerância à glicose tornam-se as ferramentas diagnósticas de escolha.
Um valor de HbA1c maior ou igual a 6,5% é confirmatório para Diabetes Mellitus, desde que o teste seja realizado em laboratório utilizando um método certificado pelo NGSP. Valores entre 5,7% e 6,4% são classificados como pré-diabetes.
Sim, em pacientes assintomáticos, o diagnóstico deve ser confirmado pela repetição do teste alterado em uma segunda amostra de sangue ou pela alteração de dois testes diferentes (ex: HbA1c e Glicemia de Jejum) na mesma amostra.
A HbA1c pode ser imprecisa em condições que alteram o turnover das hemácias, como anemias hemolíticas, hemoglobinopatias (ex: anemia falciforme), gravidez (segundo e terceiro trimestres) e hemodiálise.
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