Diabetes Mellitus Tipo 2: Diagnóstico e Metformina

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022

Enunciado

Homem de 55 anos, com IMC = 32kg/m2, apresenta cansaço e queda do estado geral. O exame físico é inexpressivo, exceto pela obesidade predominantemente abdominal. Os exames laboratoriais mostram glicemia = 122mg/dL, creatinina = 0,8mg/dL, colesterol total = 250mg/dL e hemoglobina glicada = 6,9%.O diagnóstico mais provável e a melhor opção terapêutica inicial para o caso, respectivamente, são:

Alternativas

  1. A) diabetes mellitus tipo 2 / metformina
  2. B) diabetes mellitus tipo 2 / sitagliptina
  3. C) pré-diabetes / metformina
  4. D) pré-diabetes / sitagliptina

Pérola Clínica

Glicemia jejum ≥ 126 mg/dL OU HbA1c ≥ 6,5% = DM2; Metformina é 1ª linha.

Resumo-Chave

O paciente apresenta glicemia de jejum de 122 mg/dL e HbA1c de 6,9%. A glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL e HbA1c entre 5,7-6,4% caracterizam pré-diabetes. No entanto, HbA1c ≥ 6,5% é diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2. A metformina é a droga de primeira linha para o tratamento do DM2.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, impulsionada por fatores como obesidade e sedentarismo. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. Os critérios diagnósticos para DM2 incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2 horas após teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL, glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia, ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. No caso apresentado, a HbA1c de 6,9% já estabelece o diagnóstico de DM2, apesar da glicemia de jejum ainda estar na faixa de pré-diabetes (122 mg/dL). A metformina é a medicação de primeira linha para o tratamento do DM2, especialmente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, devido ao seu mecanismo de ação que reduz a produção hepática de glicose e melhora a sensibilidade à insulina. Além da farmacoterapia, modificações no estilo de vida, como dieta e exercícios, são fundamentais. Outras classes de medicamentos, como os inibidores da DPP-4 (ex: sitagliptina), podem ser adicionadas se o controle glicêmico não for alcançado com metformina em monoterapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus tipo 2?

O diagnóstico de DM2 pode ser feito com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2h após TOTG ≥ 200 mg/dL, glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL com sintomas, ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%.

Por que a metformina é a primeira escolha no tratamento do DM2?

A metformina é a medicação de primeira linha para DM2 devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda de peso e benefícios cardiovasculares, além de ser bem tolerada e de baixo custo.

Qual a diferença entre pré-diabetes e diabetes mellitus tipo 2 nos exames laboratoriais?

Pré-diabetes é diagnosticado com glicemia de jejum entre 100-125 mg/dL ou HbA1c entre 5,7-6,4%. Diabetes Mellitus tipo 2 é diagnosticado com glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5%.

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