AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Carlos, 58 anos, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para uma consulta de rotina. Ele relata que nos últimos meses tem sentido aumento da sede e da fome, acompanhado de perda de peso inexplicada, apesar de uma dieta aparentemente normal. Relata também aumento na frequência de micções, principalmente à noite. Ele nega antecedentes de diabetes e hipertensão, mas menciona que seu pai foi diagnosticado com diabetes tipo 2 aos 60 anos. Carlos não faz uso regular de medicamentos.No exame físico, apresenta IMC de 28 kg/m², pressão arterial de 145/90 mmHg e glicemia capilar casual de 210 mg/dL. O médico decide solicitar exames laboratoriais para avaliar a sltuaçăo:Glicemia de jejum: 135 mg/dLHemoglobina glicada (HbA1c): 7,3%Glicemia 2 horas após sobrecarga oral de glicose (TOTG): 220 mg/dLCom base no caso clínico, qual das seguintes opções é a maneira correta de definir o diagnóstico e manejar inicialmente o caso de Carlos?
DM2 = Glicemia jejum ≥126 ou HbA1c ≥6,5% ou TOTG 2h ≥200 ou glicemia casual ≥200 + sintomas.
O diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 pode ser confirmado por múltiplos critérios. No caso de Carlos, a glicemia de jejum (135 mg/dL) e a HbA1c (7,3%) já são diagnósticas. A metformina é a primeira linha de tratamento, associada a mudanças de estilo de vida, para iniciar o controle glicêmico.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção e/ou ação da insulina. Sua prevalência tem aumentado globalmente, sendo um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, renais, neurológicas e oftalmológicas. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir ou retardar as complicações. Os critérios diagnósticos para DM2 incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, glicemia 2 horas após teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos como poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada. É importante que, na ausência de hiperglicemia inequívoca com descompensação metabólica aguda, o diagnóstico seja confirmado por um segundo teste. O manejo inicial do DM2 foca em mudanças no estilo de vida, incluindo dieta balanceada e atividade física regular, e o início da metformina. A metformina é a droga de primeira linha devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial benefício cardiovascular e custo-efetividade. A escolha de outros agentes hipoglicemiantes ou insulina é individualizada, baseada no controle glicêmico, comorbidades e tolerância do paciente.
O diagnóstico de DM2 é estabelecido por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%, ou glicemia 2 horas após TOTG ≥ 200 mg/dL, ou glicemia casual ≥ 200 mg/dL na presença de sintomas clássicos (poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso inexplicada).
O tratamento inicial para DM2 geralmente envolve mudanças no estilo de vida (dieta saudável, exercícios físicos) e o início da metformina, que é a droga de primeira linha. A metformina atua principalmente diminuindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina.
A insulina é considerada no tratamento inicial de DM2 em pacientes com sintomas graves de hiperglicemia (cetoacidose, estado hiperosmolar), perda de peso significativa, ou quando a HbA1c é muito elevada (geralmente > 10%) no momento do diagnóstico, indicando deficiência de insulina mais acentuada.
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