HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Sobre Diabetes melitus tipo 2, está INCORRETO:
DM2: Metformina é 1ª linha, mas terapia inicial é individualizada; não 'indistintamente para todos'.
Embora a metformina seja a medicação de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM2, a terapia inicial deve ser individualizada. Em casos de hiperglicemia sintomática, A1C muito elevada (>9%) ou presença de doença cardiovascular/renal estabelecida, outras classes de medicamentos (como agonistas de GLP-1 ou insulina) podem ser iniciadas precocemente, ou até mesmo como monoterapia inicial.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-se um dos maiores desafios de saúde pública. A importância clínica reside nas suas complicações micro e macrovasculares, que podem levar a cegueira, insuficiência renal, amputações e doenças cardiovasculares, reduzindo a qualidade e expectativa de vida dos pacientes. A fisiopatologia do DM2 envolve resistência à insulina nos tecidos periféricos (músculo, fígado, tecido adiposo) e disfunção das células beta pancreáticas, que se tornam incapazes de produzir insulina suficiente para superar a resistência. O diagnóstico é feito pela medição da glicemia de jejum, teste oral de tolerância à glicose ou hemoglobina glicada (A1C). A suspeita deve surgir em indivíduos com fatores de risco como obesidade, sedentarismo, histórico familiar e idade avançada. O tratamento do DM2 é multifacetado, iniciando com modificações no estilo de vida (dieta e exercícios) e, para a maioria, progressão para terapia medicamentosa. A metformina é a primeira linha, mas a escolha da terapia subsequente e inicial em casos específicos é individualizada, considerando A1C, comorbidades (especialmente cardiorrenais) e risco de hipoglicemia. O prognóstico depende do controle glicêmico, manejo das comorbidades e prevenção de complicações, exigindo acompanhamento contínuo e educação do paciente.
A metformina é geralmente a medicação de primeira linha para o DM2 devido à sua eficácia na redução da glicemia, baixo risco de hipoglicemia, potencial benefício cardiovascular e custo-efetividade, sendo iniciada junto com modificações no estilo de vida.
Os níveis alvo de A1C devem ser individualizados, considerando fatores como idade, comorbidades, risco de hipoglicemia, duração da doença e expectativa de vida. Para a maioria, uma meta de A1C ≤7,0% é razoável, mas pode ser mais flexível em idosos ou mais rigorosa em pacientes jovens sem comorbidades.
Insulina ou agonistas de GLP-1 podem ser indicados como terapia inicial em pacientes com DM2 que apresentam hiperglicemia sintomática (ex: perda de peso, poliúria), níveis de A1C muito elevados (>9-10%) ou evidência de doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica.
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