HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2026
Mesmo com diversas formas de apresentação, diabetes mellitus é hoje classificada em tipo 1 e tipo 2. Diabetes tipo 1 tem como uma das características universais
DM tipo 1 = Destruição autoimune de células beta → Deficiência absoluta de insulina → Dependência vital de insulina.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 é caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, resultando em uma deficiência absoluta de insulina, o que torna a reposição exógena mandatória para a sobrevivência.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença metabólica crônica de etiologia autoimune em cerca de 90-95% dos casos (Tipo 1A). A patogênese envolve a ativação de linfócitos T que atacam seletivamente as células beta. O quadro clínico costuma ser abrupto, com a tríade clássica de poliúria, polidipsia e perda de peso, podendo evoluir rapidamente para cetoacidose diabética se não diagnosticado precocemente. Diferente do Tipo 2, onde a resistência à insulina e a síndrome metabólica predominam, no Tipo 1 o problema central é a falta do hormônio. Por isso, a insulinoterapia intensiva (esquema basal-bolus ou bomba de infusão) é o pilar do tratamento desde o primeiro dia. O entendimento da fisiopatologia é crucial para diferenciar as formas de diabetes e instituir o manejo adequado, visando o controle glicêmico rigoroso e a prevenção de complicações micro e macrovasculares a longo prazo.
No Diabetes Tipo 1, ocorre uma destruição progressiva e geralmente mediada por processos autoimunes das células beta das ilhotas de Langerhans no pâncreas. Isso leva a uma incapacidade total de produzir insulina. Sem insulina, a glicose não entra nas células e o corpo passa a utilizar gorduras como fonte de energia de forma descontrolada, gerando corpos cetônicos. A administração de insulina exógena é, portanto, uma terapia de substituição vital para prevenir a cetoacidose e manter a homeostase metabólica.
Sim. Embora seja mais comum o diagnóstico na infância e adolescência, o DM1 pode ocorrer em qualquer idade. Uma forma específica é o LADA (Latent Autoimmune Diabetes in Adults), ou diabetes autoimune latente do adulto, onde o processo de destruição das células beta é mais lento, podendo inicialmente ser confundido com o Tipo 2, mas que eventualmente evolui para a dependência total de insulina devido à natureza autoimune da doença.
O diagnóstico de DM1 é reforçado pela presença de autoanticorpos circulantes, que evidenciam o ataque ao pâncreas. Os principais são: Anti-GAD (descarboxilase do ácido glutâmico), Anti-IA2 (tirosina fosfatase), Anti-insulina e Anti-ZnT8 (transportador de zinco 8). A dosagem do Peptídeo C também é útil, pois níveis muito baixos ou indetectáveis confirmam a ausência de produção endógena de insulina.
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