HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Adolescente, sexo masculino, 12 anos, foi levado pelos pais à consulta médica devido a perda de peso progressiva nos últimos dois meses, associada a poliúria, polidipsia e cansaço excessivo. No exame físico, o paciente apresenta nivel de consciência normal, emagrecido e com dor abdominal leve à palpação na região epigástrica. Os exames laboratoriais revelam: glicemia capilar: 250 mg/dL, hemoglobina glicada: 10.2%, presença de glicosúria+++ e cetonúria+, gasometria: pH 7,34, PCO: 35 mmHg, HCO₃: 19 Meq/L, PO₂: 80 mmHg. Com base no quadro clínico e laboratorial, das condutas abaixo, a mais adequada no manejo Inicial desse paciente é
Adolescente com poliúria, polidipsia, perda de peso, glicemia >200 mg/dL e HbA1c >6.5% → DM1. Iniciar insulinoterapia e educação.
O quadro clínico e laboratorial (poliúria, polidipsia, perda de peso, glicemia alta, HbA1c elevada, cetonúria e acidose metabólica leve) é altamente sugestivo de Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) em fase de descompensação inicial. A conduta mais adequada é iniciar a insulinoterapia, que é essencial para o controle glicêmico e prevenção de cetoacidose grave, juntamente com educação sobre automonitorização e nutrição.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina. É mais comum em crianças e adolescentes, com uma incidência crescente globalmente. O reconhecimento precoce dos sintomas clássicos – poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso – é fundamental para evitar complicações graves como a cetoacidose diabética. A fisiopatologia envolve uma resposta autoimune contra as células beta, resultando em hiperglicemia devido à incapacidade de utilizar a glicose. O diagnóstico é confirmado por glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, ou HbA1c ≥ 6,5%. A presença de cetonúria e acidose metabólica, mesmo que leve, indica descompensação e a necessidade urgente de intervenção. O manejo inicial do DM1 envolve a insulinoterapia imediata, que deve ser individualizada e ajustada conforme a resposta glicêmica. Além da insulina, a educação do paciente e da família sobre automonitorização glicêmica, contagem de carboidratos, plano alimentar e manejo de hipoglicemias e hiperglicemias é crucial para o sucesso do tratamento a longo prazo. O objetivo é manter o controle glicêmico para prevenir complicações agudas e crônicas, garantindo uma boa qualidade de vida.
Os principais sinais e sintomas incluem os '4 Ps': poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (sede excessiva), polifagia (fome excessiva) e perda de peso inexplicada. Fadiga, irritabilidade e visão turva também são comuns, indicando a necessidade de investigação imediata.
A insulinoterapia é a base do tratamento porque o Diabetes Mellitus Tipo 1 é caracterizado pela destruição autoimune das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. A reposição exógena de insulina é essencial para controlar os níveis de glicose no sangue, prevenir complicações agudas como a cetoacidose e garantir o crescimento e desenvolvimento adequados.
A HbA1c reflete a média dos níveis de glicose no sangue nos últimos 2-3 meses. No diagnóstico de DM1, um valor ≥ 6,5% é um critério. No monitoramento, a HbA1c é crucial para avaliar o controle glicêmico a longo prazo e guiar ajustes na terapia, com o objetivo de manter os níveis dentro da meta individualizada para o paciente.
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