IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Com relação a diabetes melito e assuntos correlatos, assinale a alternativa correta.
Terapia insulínica DM1 = insulina basal + prandial para mimetizar secreção fisiológica.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 visa substituir a secreção endógena de insulina, que é ausente ou mínima. Para mimetizar a fisiologia pancreática, a terapia deve incluir uma insulina basal (de ação prolongada) para cobrir as necessidades metabólicas contínuas e insulinas prandiais (de ação rápida ou ultrarrápida) para cobrir as refeições, ajustando as doses conforme a glicemia e a ingestão alimentar.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. O tratamento é, portanto, a reposição exógena de insulina, e o objetivo principal é mimetizar a secreção fisiológica do pâncreas para manter um controle glicêmico adequado e prevenir as complicações agudas (cetoacidose diabética, hipoglicemia) e crônicas (retinopatia, nefropatia, neuropatia). A terapia insulínica ideal no DM1 é o esquema basal-bolus, que se baseia em dois componentes principais. A insulina basal (geralmente uma insulina de ação prolongada ou ultralonga) fornece uma cobertura constante de insulina ao longo do dia e da noite, controlando a produção hepática de glicose e as necessidades metabólicas basais. As insulinas prandiais (ou bolus) são insulinas de ação rápida ou ultrarrápida administradas antes das refeições para cobrir a elevação da glicose pós-prandial. Este esquema permite maior flexibilidade na dieta e no estilo de vida, sendo ajustado individualmente com base na contagem de carboidratos, níveis de glicose e atividade física. É crucial que residentes compreendam a fisiologia por trás desse esquema para otimizar o manejo do DM1.
O objetivo é mimetizar a secreção fisiológica de insulina do pâncreas, que é deficiente ou ausente no DM1, para manter os níveis de glicose no sangue dentro da faixa alvo e prevenir complicações agudas e crônicas.
A insulina basal é uma insulina de ação prolongada que fornece uma cobertura contínua de insulina ao longo do dia e da noite. A insulina prandial (ou bolus) é uma insulina de ação rápida ou ultrarrápida administrada antes das refeições para cobrir a elevação da glicose pós-prandial.
A terapia basal-bolus é essencial porque replica a secreção fisiológica de insulina, oferecendo flexibilidade para ajustar as doses de acordo com a ingestão alimentar e os níveis de atividade física, proporcionando um controle glicêmico mais eficaz e reduzindo o risco de hipo e hiperglicemia.
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