Diabetes Tipo 1: Terapia Insulínica Basal-Prandial

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023

Enunciado

Com relação a diabetes melito e assuntos correlatos, assinale a alternativa correta. 

Alternativas

  1. A) Doença celíaca é a doença autoimune mais prevalente em pacientes portadores de diabetes melito tipo 1. 
  2. B) O exame de fundo de olho para triagem de retinopatia diabética deve ser solicitado no momento do diagnóstico para todos os pacientes portadores de diabetes melito tipo 1.
  3. C) A terapia insulínica no paciente portador de diabetes melito tipo 1 visa a mimetizar a secreção fisiológica e deve ser composta por dois componentes: insulina basal e insulina prandial.
  4. D) Análogos de insulina de ação rápida são contraindicados para o tratamento de diabetes melito tipo 1 na população pediátrica. 
  5. E) Em crianças portadoras de diabetes melito tipo 1, a dose de insulina basal no sistema de infusão contínua de insulina deve ser superior a 60% da dose total diária de insulina. 

Pérola Clínica

Terapia insulínica DM1 = insulina basal + prandial para mimetizar secreção fisiológica.

Resumo-Chave

O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 1 visa substituir a secreção endógena de insulina, que é ausente ou mínima. Para mimetizar a fisiologia pancreática, a terapia deve incluir uma insulina basal (de ação prolongada) para cobrir as necessidades metabólicas contínuas e insulinas prandiais (de ação rápida ou ultrarrápida) para cobrir as refeições, ajustando as doses conforme a glicemia e a ingestão alimentar.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. O tratamento é, portanto, a reposição exógena de insulina, e o objetivo principal é mimetizar a secreção fisiológica do pâncreas para manter um controle glicêmico adequado e prevenir as complicações agudas (cetoacidose diabética, hipoglicemia) e crônicas (retinopatia, nefropatia, neuropatia). A terapia insulínica ideal no DM1 é o esquema basal-bolus, que se baseia em dois componentes principais. A insulina basal (geralmente uma insulina de ação prolongada ou ultralonga) fornece uma cobertura constante de insulina ao longo do dia e da noite, controlando a produção hepática de glicose e as necessidades metabólicas basais. As insulinas prandiais (ou bolus) são insulinas de ação rápida ou ultrarrápida administradas antes das refeições para cobrir a elevação da glicose pós-prandial. Este esquema permite maior flexibilidade na dieta e no estilo de vida, sendo ajustado individualmente com base na contagem de carboidratos, níveis de glicose e atividade física. É crucial que residentes compreendam a fisiologia por trás desse esquema para otimizar o manejo do DM1.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da terapia insulínica no Diabetes Mellitus Tipo 1?

O objetivo é mimetizar a secreção fisiológica de insulina do pâncreas, que é deficiente ou ausente no DM1, para manter os níveis de glicose no sangue dentro da faixa alvo e prevenir complicações agudas e crônicas.

O que são insulina basal e insulina prandial?

A insulina basal é uma insulina de ação prolongada que fornece uma cobertura contínua de insulina ao longo do dia e da noite. A insulina prandial (ou bolus) é uma insulina de ação rápida ou ultrarrápida administrada antes das refeições para cobrir a elevação da glicose pós-prandial.

Por que a terapia basal-bolus é essencial no DM1?

A terapia basal-bolus é essencial porque replica a secreção fisiológica de insulina, oferecendo flexibilidade para ajustar as doses de acordo com a ingestão alimentar e os níveis de atividade física, proporcionando um controle glicêmico mais eficaz e reduzindo o risco de hipo e hiperglicemia.

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