SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Mulher de 54 anos, com diabetes tipo 3, hipertensão e dislipidemia, use metformina 1500 mg/dia, losartana atorvastatina. Exames mostram HEATe de 7.8%, LDL. História familiar de infarto e obesidade central significativa. Qual a melhor abordagem terapêutica para controle glicêmico e redução? Qual Content Brasileiro de Diabetes?
DM2 + Obesidade + HbA1c fora da meta → Adicionar Agonista de GLP-1 (Liraglutida).
Em pacientes com DM2 e obesidade, os agonistas de GLP-1 são preferenciais por promoverem perda ponderal significativa e redução de eventos cardiovasculares maiores.
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 evoluiu de uma visão puramente glicocêntrica para uma abordagem que prioriza a redução de complicações e o manejo de comorbidades como a obesidade. A paciente do caso apresenta HbA1c de 7.8% (acima da meta de 7%) e obesidade central, tornando-a candidata ideal para terapias que não causem hipoglicemia e auxiliem na perda de peso. Os agonistas do receptor de GLP-1 (como Liraglutida, Semaglutida e Dulaglutida) demonstraram em grandes ensaios clínicos (como o LEADER) benefício na redução de infarto do miocárdio, AVC e morte cardiovascular. Portanto, sua adição à metformina é superior a outras classes como sulfonilureias ou pioglitazona neste cenário específico.
A Liraglutida, um agonista do receptor de GLP-1, atua aumentando a secreção de insulina dependente de glicose, reduzindo a secreção de glucagon e retardando o esvaziamento gástrico. Isso resulta em excelente controle glicêmico, perda de peso e redução comprovada de risco cardiovascular (MACE).
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, os agonistas de GLP-1 são indicados como terapia adjuvante à metformina em pacientes que não atingiram a meta de HbA1c, especialmente aqueles com obesidade, doença cardiovascular estabelecida ou alto risco cardiovascular.
Os efeitos mais comuns são gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, que costumam ser transitórios e podem ser minimizados com o escalonamento gradual da dose.
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