HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Em relação à etiopatogenia do diabetes mellitus tipo 1, qual dos fatores abaixo NÃO está relacionado ao desenvolvimento da doença?
DM1: autoimune, genética (HLA), viral. Alimentação NÃO é fator etiopatogênico primário.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, com forte componente genético (HLA) e gatilhos ambientais (infecções virais). Fatores alimentares não são considerados um fator etiopatogênico primário, ao contrário do DM2.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença crônica autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. É uma condição que afeta principalmente crianças e jovens adultos, mas pode ocorrer em qualquer idade. Sua compreensão é vital para o diagnóstico e manejo adequados. A etiopatogenia do DM1 é multifatorial, envolvendo uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais. Há uma forte predisposição genética, com alterações em genes localizados na região HLA do complexo de histocompatibilidade principal (MHC), que modulam a resposta imune. Além disso, infecções virais (como Coxsackie B, rubéola, citomegalovírus e Epstein-Barr) são consideradas potenciais gatilhos ambientais que podem iniciar ou acelerar o processo autoimune em indivíduos suscetíveis. A autoimunidade é o pilar da doença, com a presença de autoanticorpos contra componentes das ilhotas pancreáticas. Ao contrário do Diabetes Mellitus Tipo 2, fatores relacionados à alimentação e estilo de vida não são considerados causas primárias do DM1, embora possam influenciar o manejo da doença uma vez estabelecida. O tratamento envolve a reposição de insulina e o controle glicêmico rigoroso.
A autoimunidade é central no DM1, onde o sistema imune ataca e destrói seletivamente as células beta produtoras de insulina nas ilhotas pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina.
Genes localizados na região HLA (Complexo Principal de Histocompatibilidade) no cromossomo 6p21 estão fortemente associados ao DM1, conferindo maior suscetibilidade à doença em indivíduos com certos alelos.
Vírus como Coxsackie B, rubéola, citomegalovírus e Epstein-Barr são estudados como possíveis gatilhos ambientais que, em indivíduos geneticamente predispostos, podem iniciar ou acelerar o processo autoimune.
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