SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma escolar de 8 anos de idade foi levada à emergência por seus pais com queixa de poliúria, polidipsia e perda de peso há duas semanas. Referiu ainda náuseas e vômitos há um dia. Ao exame físico, apresenta-se emagrecida, desidratada (+++/4+), taquicárdica, com dor abdominal. FC = 140 bpm, FR = 30 irpm, SatO2 = 97% em ar ambiente e glicemia capilar = 450 mg/dL. Na educação em saúde de jovens diabéticos, qual aspecto deve ser enfatizado para promover um autocuidado eficaz?
DM1 em jovens → Educação + Contagem de Carboidratos + Autonomia.
O manejo moderno do DM1 em escolares foca na flexibilidade e autonomia, utilizando a contagem de carboidratos para ajustar as doses de insulina prandial, evitando restrições severas que prejudicam o desenvolvimento.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) resulta da destruição autoimune das células beta pancreáticas, levando à deficiência absoluta de insulina. Na infância, o diagnóstico muitas vezes ocorre já em quadro de cetoacidose, como sugerido pelos sintomas de náuseas, vômitos e dor abdominal da paciente. A educação em saúde é o pilar do tratamento. O objetivo é capacitar a criança e a família para o automanejo, que inclui a monitorização frequente da glicemia capilar (ou uso de sensores contínuos) e o ajuste dinâmico das doses de insulina. A contagem de carboidratos é a ferramenta padrão-ouro para garantir que a criança mantenha um crescimento e desenvolvimento normais com o melhor controle glicêmico possível.
A tríade clássica consiste em poliúria, polidipsia e polifagia, frequentemente acompanhada de perda ponderal inexplicada. Em crianças, a enurese secundária pode ser um sinal de alerta importante.
É uma estratégia nutricional onde o paciente calcula a quantidade de carboidratos da refeição e aplica uma dose de insulina ultra-rápida baseada em uma relação insulina/carboidrato pré-estabelecida, permitindo maior liberdade alimentar.
A CAD manifesta-se com náuseas, vômitos, dor abdominal, desidratação, taquipneia (respiração de Kussmaul) e hálito cetônico. É uma emergência médica que requer reposição volêmica e insulinoterapia venosa cuidadosa.
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