Diabetes Mellitus Tipo 2 em Adolescentes: Sinais e Diagnóstico

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2019

Enunciado

Adolescente, 12 anos, é levada ao ambulatório de pediatria por sua mãe, que traz exame de rotina mostrando glicemia de jejum de 220 mg/dl e exame de urina realizado há 6 meses, com glicosúria. Em sua história, nega polidipsia, porém relata levantar duas vezes à noite para urinar. Refere ter emagrecido 1 kg nos últimos 3 meses, após ter iniciado dieta por conta própria, pois está se achando gordinha e não quer ficar obesa como sua mãe e suas tias. Avó materna diabética, falecida aos 55 anos por AVC. Mãe é hipertensa e teve diabetes na gestação, mas desde então não mediu a glicemia. Exame físico: 1,50 m de altura, 65 kg, bom estado geral, hidratada, eupneica. Abdome globoso e acantose nigricans na região cervical. Apresenta candidíase vaginal e a PA = 140 x 90 mmHg. Sem outras alterações. Pode-se afirmar que a hipótese diagnóstica mais provável é diabetes mellitus tipo:

Alternativas

  1. A) 2 e deve-se iniciar o tratamento com sulfoniluréia como droga de primeira escolha.
  2. B) 1 e deve ser encaminhada à emergência devido ao risco iminente de cetoacidose  diabética.
  3. C) 2, já que a evolução é insidiosa, a paciente é oligossintomática e apresenta sinais sugestivos de resistência à insulina.
  4. D) 1, já que há outros familiares com diabetes, além de ser o tipo mais comum nesta faixa etária.

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