IDOR - Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino - Rede D'Or (RJ) — Prova 2025
Mulher de 62 anos, cozinheira aposentada, procura a Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de fadiga e visão turva há dois meses. Relata que tem sentido muita sede e que precisa levantar várias vezes durante a noite para urinar. Nega outros sintomas, bem como nega hipertensão arterial, outras doenças ou alergias. É tabagista (20 cigarros/dia há 40 anos) e tem sobrepeso (IMC: 28 kg/m²). Ao exame físico, a PA é de 130 x 80 mmHg e a glicemia capilar é de 211 mg/dL. Considerando a abordagem do paciente com diabetes mellitus tipo 2 na APS (Atenção Primária à Saúde), a conduta médica mais adequada nesse momento, além da confirmação diagnóstica, seria:
DM2 recém-diagnosticado na APS → Confirmação diagnóstica + mudança estilo de vida (tabagismo, dieta, exercício).
Em pacientes com suspeita de Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) na Atenção Primária à Saúde (APS), a conduta inicial, após a confirmação diagnóstica com exames laboratoriais, deve priorizar a investigação completa do paciente e a orientação intensiva sobre mudanças no estilo de vida, incluindo cessação do tabagismo, alimentação saudável e prática de atividade física, antes de iniciar a farmacoterapia.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de alta prevalência, e sua abordagem na Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental. A paciente do caso apresenta sintomas clássicos de hiperglicemia (polidipsia, poliúria, fadiga, visão turva) e uma glicemia capilar elevada, o que levanta forte suspeita de DM2. Fatores de risco como sobrepeso e tabagismo reforçam essa suspeita. A conduta inicial na APS para um paciente com suspeita de DM2 vai além da simples confirmação diagnóstica. É essencial realizar uma investigação aprofundada da história clínica, identificar outros fatores de risco cardiovascular e comorbidades, e compreender os valores e preferências do paciente. Essa abordagem holística permite um plano de cuidados individualizado e mais eficaz. A pedra angular do tratamento do DM2, especialmente no início, é a mudança de estilo de vida. Isso inclui a cessação do tabagismo (um fator de risco cardiovascular importante), a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física. Essas intervenções podem melhorar significativamente o controle glicêmico, reduzir o risco de complicações e, em alguns casos, até mesmo levar à remissão da doença, postergando ou evitando a necessidade de farmacoterapia.
Os primeiros passos incluem a confirmação diagnóstica com exames laboratoriais (glicemia de jejum, hemoglobina glicada), investigação completa da história clínica e fatores de risco, e orientação sobre mudanças no estilo de vida.
A mudança de estilo de vida (dieta, exercício, cessação do tabagismo) é a base do tratamento do DM2, podendo, em muitos casos, normalizar a glicemia e prevenir ou retardar a necessidade de medicação.
A farmacoterapia geralmente é iniciada se as mudanças no estilo de vida não forem suficientes para atingir as metas glicêmicas após um período adequado, ou em casos de glicemias muito elevadas no diagnóstico.
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