UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Mulher de 45 anos, diabética, comparece à consulta queixando-se de emagrecimento importante. De acordo com registros do prontuário, ela perdeu cerca de 6kg em um mês e meio, sem mudanças dos hábitos alimentares. Faz uso de metformina 2.500mg/dia e apresenta HbA1c = 10%. A conduta médica é acolher, realizar escuta ativa e exame físico, que estava sem alterações significativas. A partir das observações do caso, além das mudanças de hábitos alimentares e de estilo de vida, o médico também deve orientar sobre:
DM2 descompensado (HbA1c 10%) + metformina dose máxima + emagrecimento → iniciar insulina.
Paciente com diabetes tipo 2, em uso de metformina em dose máxima, apresentando controle glicêmico inadequado (HbA1c 10%) e emagrecimento inexplicado, indica falha da terapia oral e provável deficiência de insulina. Nestes casos, a adição de insulina é a conduta mais apropriada para alcançar o controle glicêmico e reverter o catabolismo.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por resistência à insulina e disfunção progressiva das células beta pancreáticas, resultando em hiperglicemia. É uma condição de alta prevalência e morbimortalidade, sendo crucial o controle glicêmico adequado para prevenir complicações. A metformina é a terapia de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM2, atuando principalmente na redução da produção hepática de glicose e no aumento da sensibilidade à insulina. No entanto, o DM2 é uma doença progressiva, e muitos pacientes eventualmente necessitarão de terapia combinada ou de insulina para manter o controle glicêmico. A fisiopatologia da descompensação, mesmo com metformina em dose máxima, reflete a falência progressiva das células beta e a consequente deficiência de insulina. Sinais como HbA1c elevada (≥ 10%) e emagrecimento inexplicado são fortes indicadores de catabolismo e deficiência insulínica significativa, exigindo a introdução de insulina. A conduta de adicionar insulina à metformina é fundamental para reverter o estado catabólico, reduzir a toxicidade glicêmica e alcançar as metas de controle. As sulfonilureias (glimepirida, glibenclamida) e as tiazolidinedionas (pioglitazona) são opções de segunda linha, mas em casos de descompensação grave com HbA1c muito alta e emagrecimento, a insulina é a escolha mais eficaz e segura para um rápido controle glicêmico e para preservar a função das células beta remanescentes.
Sinais incluem HbA1c persistentemente elevada (>9-10%), sintomas de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia), emagrecimento inexplicado, e falha da terapia oral máxima em atingir as metas glicêmicas.
A metformina atua principalmente reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina. No entanto, o DM2 é uma doença progressiva com falência gradual das células beta pancreáticas, levando à deficiência de insulina que a metformina não consegue compensar.
A insulina permite um controle glicêmico mais rápido e eficaz, reduzindo a toxicidade glicêmica, aliviando os sintomas de hiperglicemia, prevenindo o catabolismo (emagrecimento) e diminuindo o risco de complicações micro e macrovasculares a longo prazo.
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