CSNSC - Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (RJ) — Prova 2020
Paciente masculino, 51 anos, hipertenso e obeso grau 2, chega na consulta de clínica médica com relato de perda de 14 Kg em 2 meses, associado a poliúria, polidipsia e polifagia. Refere ter verificado a glicemia capilar com o glicosímetro do amigo do trabalho tendo como resultado 410 mg/dl. Apresenta-se com sinais vitais normais, sem hálito cetônico, sem evidências de quadro infeccioso. Qual a principal conduta neste momento:
DM2 com hiperglicemia sintomática (>300 mg/dL) → insulinoterapia inicial para controle rápido.
Em pacientes com diagnóstico provável de DM2 e hiperglicemia sintomática severa (glicemia > 300 mg/dL, com poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso), a insulinoterapia é a conduta inicial mais apropriada para um controle glicêmico rápido e alívio dos sintomas, antes de considerar antidiabéticos orais.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, e o diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. A apresentação clínica pode variar de assintomática a quadros de hiperglicemia grave com sintomas clássicos, exigindo abordagens terapêuticas distintas. No caso de pacientes com suspeita de DM2 e sintomas clássicos de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, polifagia e perda de peso inexplicada), especialmente com níveis glicêmicos muito elevados (glicemia capilar > 300-400 mg/dL), a conduta inicial mais apropriada é a insulinoterapia. Isso permite um controle glicêmico rápido, alivia os sintomas e reverte a glicotoxicidade, que pode prejudicar a função das células beta pancreáticas. A solicitação de exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada é importante para confirmação diagnóstica e monitoramento, mas não deve atrasar a intervenção inicial. Embora a Metformina seja a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes com DM2, sua introdução é mais adequada após o controle inicial da hiperglicemia grave com insulina, ou em pacientes com DM2 recém-diagnosticado e sem sintomas graves. A insulinoterapia pode ser temporária, com posterior transição para antidiabéticos orais, ou mantida a longo prazo, dependendo da resposta e da evolução do paciente, visando sempre o controle glicêmico e a prevenção de complicações.
Os sintomas clássicos da hiperglicemia incluem poliúria (aumento da frequência urinária), polidipsia (aumento da sede), polifagia (aumento do apetite) e perda de peso inexplicada, que são indicativos de descompensação glicêmica e necessidade de intervenção.
A insulinoterapia é a conduta inicial recomendada para pacientes com DM2 que apresentam hiperglicemia sintomática grave (glicemia > 300 mg/dL ou HbA1c > 10%) ou evidências de descompensação metabólica, como cetoacidose diabética ou estado hiperosmolar, para um controle rápido.
A Metformina tem um início de ação mais lento e pode não ser suficiente para controlar rapidamente a hiperglicemia sintomática grave. A insulina oferece um controle glicêmico mais rápido e eficaz, aliviando os sintomas e revertendo a glicotoxicidade de forma mais eficiente.
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