Diabetes Mellitus Tipo 2: Critérios Diagnósticos e HbA1c

UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020

Enunciado

Sobre o Diabetes Mellitus tipo II, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A gordura abdominal subcutânea parece ter mais associação com a resistência à insulina do que à gordura visceral.
  2. B) Um dos seus critérios diagnósticos é uma HBA (hemoglobin glicada) maior ou igual a 6,5%.
  3. C) Alguns pacientes podem ter acanthosis nigricans, que está associado à resistência insulínica significativa, em que a pele do abdômen e lateral da coxa é hiperpigmentada e hiperceratótica.
  4. D) A metformina é uma das drogas de primeira linha para tratamento do diabetes mellitus tipo II, pois ajuda a controlar a glicemia através do aumento da insulina sérica.
  5. E) As incretinas são drogas mais poderosas para o controle glicêmico do que as sulfoniureias, logo, são mais propensas a desencadear episódios de hipoglicemia nos pacientes.

Pérola Clínica

DM2: HbA1c ≥ 6,5% é critério diagnóstico, refletindo controle glicêmico a longo prazo.

Resumo-Chave

A hemoglobina glicada (HbA1c) é um critério diagnóstico para Diabetes Mellitus tipo 2 quando seu valor é maior ou igual a 6,5%. Ela reflete a média da glicemia dos últimos 2-3 meses, sendo um marcador importante para o controle glicêmico.

Contexto Educacional

O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência tem aumentado globalmente, tornando-se um grave problema de saúde pública. A resistência à insulina e a disfunção das células beta pancreáticas são os pilares fisiopatológicos, frequentemente associados à obesidade e sedentarismo. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. Os critérios diagnósticos para DM2 incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2 horas após teste oral de tolerância à glicose (TOTG) ≥ 200 mg/dL, hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em pacientes sintomáticos. A HbA1c é particularmente útil por refletir o controle glicêmico médio dos últimos 2-3 meses. A acanthosis nigricans é um sinal cutâneo de resistência insulínica, comum em pacientes com DM2, caracterizada por hiperpigmentação e hiperceratose em áreas de dobra. O tratamento do DM2 é multifacetado, começando com modificações no estilo de vida (dieta e exercícios). A metformina é a droga de primeira linha, atuando principalmente na redução da produção hepática de glicose e melhorando a sensibilidade à insulina, com baixo risco de hipoglicemia. Outras classes de medicamentos, como sulfonilureias, inibidores de SGLT2, agonistas de GLP-1 e insulina, são adicionadas conforme a necessidade para atingir as metas glicêmicas e prevenir complicações. O manejo deve ser individualizado, considerando comorbidades e riscos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus tipo 2?

Os critérios diagnósticos para DM2 incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia 2 horas após TOTG ≥ 200 mg/dL, HbA1c ≥ 6,5% ou glicemia aleatória ≥ 200 mg/dL em pacientes com sintomas clássicos de hiperglicemia.

Qual a importância da hemoglobina glicada (HbA1c) no diagnóstico de DM2?

A HbA1c é um critério diagnóstico importante para DM2, pois reflete a média da glicemia dos últimos 2 a 3 meses, fornecendo uma visão do controle glicêmico a longo prazo e evitando flutuações diárias.

Como a metformina atua no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2?

A metformina, droga de primeira linha para DM2, atua principalmente diminuindo a produção hepática de glicose (gliconeogênese) e aumentando a sensibilidade dos tecidos periféricos à insulina, sem estimular a secreção de insulina.

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