CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2020
Em relação a insulinoterapia no Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1), assinale a alternativa INCORRETA:
Fase de 'lua de mel' DM1 → menor necessidade de insulina (0.2-0.5 U/kg/dia), NÃO 0.8-1 U/kg/dia.
A fase de 'lua de mel' no DM1 é um período de remissão parcial onde a secreção endógena de insulina ainda existe, reduzindo significativamente a necessidade de insulina exógena. Doses de 0.8-1 U/kg/dia são excessivamente altas para esta fase e poderiam levar a hipoglicemia.
O Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. A insulinoterapia é o pilar do tratamento, visando mimetizar a secreção fisiológica de insulina para manter o controle glicêmico e prevenir complicações agudas e crônicas. Após o diagnóstico e início da insulinoterapia, muitos pacientes com DM1 experimentam a 'fase de lua de mel', um período de remissão parcial onde a produção endógena de insulina é temporariamente restaurada. Durante essa fase, a necessidade de insulina exógena diminui consideravelmente, e a dose deve ser ajustada para evitar hipoglicemia. A dose inicial típica de insulina para DM1 é de 0.5-0.7 U/kg/dia, mas na lua de mel, pode cair para 0.2-0.5 U/kg/dia. O esquema de insulinoterapia ideal para DM1 é o basal-bolus, que combina insulina de ação lenta ou intermediária (basal) para cobrir as necessidades entre as refeições e durante o sono, com insulina de ação rápida ou ultrarrápida (bolus) administrada antes das refeições para cobrir a ingestão de carboidratos. A dose basal geralmente representa 40-60% da dose total diária, com o restante distribuído nos bolus prandiais. A individualização da dose é fundamental, considerando múltiplos fatores como estilo de vida, monitoramento glicêmico e metas terapêuticas.
A fase de 'lua de mel' é um período de remissão parcial do DM1 que ocorre após o início da insulinoterapia, onde há uma recuperação temporária da função das células beta, resultando em menor necessidade de insulina exógena e melhor controle glicêmico.
Durante a fase de 'lua de mel', a dose de insulina diária é significativamente menor do que a dose inicial típica, geralmente variando entre 0.2 a 0.5 U/kg/dia, devido à produção residual de insulina pelo pâncreas.
A prescrição de insulina no DM1 é individualizada e depende de fatores como idade, peso, tempo de doença, padrão alimentar, monitoramento glicêmico, meta de HbA1c, nível de atividade física e presença de intercorrências.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo