FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Paciente de 60 anos, feminino, encaminhada ao ambulatório de endocrinologia por diabetes mellitus tipo 2 descompensado. Relata diagnóstico há 15 anos, em uso regular de metformina 1,5g/dia. Queixa-se de poliúria e polidipsia nos últimos 2 meses. Não adere a dieta e está sedentária há 3 anos. Apresenta antecedentes de hipertensão e dislipidemia. Últimos exames realizados não demonstram aparentes sinais de microangiopatia, porém HbA1c=11%. Neste caso, qual é a conduta farmacológica a ser realizada?
DM2 descompensado (HbA1c > 10%) em uso de metformina → iniciar insulinoterapia basal.
Pacientes com diabetes tipo 2 em uso de metformina que apresentam descompensação grave (HbA1c > 10% ou > 10,5% em alguns guidelines) e sintomas de hiperglicemia (poliúria, polidipsia) necessitam de uma intervenção mais potente. A insulinoterapia basal é a conduta farmacológica mais apropriada para um controle glicêmico rápido e eficaz.
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença progressiva que, com o tempo, pode levar à falha das células beta pancreáticas e à necessidade de terapias mais intensivas. A metformina é a primeira linha de tratamento, mas muitos pacientes eventualmente precisarão de terapias adicionais para manter o controle glicêmico. A descompensação glicêmica, evidenciada por uma HbA1c muito elevada e sintomas de hiperglicemia, é um sinal de que a terapia atual é insuficiente. No caso de pacientes com DM2 em uso de metformina que apresentam HbA1c ≥ 10% (ou ≥ 10,5% em algumas diretrizes) e sintomas de hiperglicemia como poliúria e polidipsia, a adição de um segundo agente oral ou injetável pode não ser suficiente para alcançar o controle glicêmico de forma rápida e segura. Nesses cenários, a insulinoterapia é a abordagem mais eficaz. A insulinoterapia basal, que consiste na administração de uma dose única diária de insulina de ação prolongada, é a estratégia inicial preferida. Ela visa controlar a glicemia de jejum e a produção hepática de glicose, proporcionando um controle glicêmico mais estável e reduzindo o risco de hipoglicemia em comparação com esquemas mais complexos. A decisão de iniciar insulina deve ser acompanhada de educação intensiva ao paciente sobre técnica de aplicação, monitorização e manejo de hipoglicemia.
A insulinoterapia é indicada em pacientes com DM2 que apresentam descompensação glicêmica grave (HbA1c > 10-10,5%), sintomas de hiperglicemia (poliúria, polidipsia, perda de peso), falha da terapia oral máxima tolerada ou evidência de deficiência de células beta.
A insulina basal é a escolha inicial porque ela atua controlando a glicemia de jejum e a produção hepática de glicose, proporcionando um controle glicêmico mais estável e com menor risco de hipoglicemia em comparação com esquemas mais intensivos no início.
A insulinoterapia precoce permite um controle glicêmico rápido, alivia os sintomas de hiperglicemia, previne complicações agudas e pode preservar a função das células beta pancreáticas, melhorando o prognóstico a longo prazo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo