HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher de 68 anos de idade, em consulta ambulatorial, com diagnósticos de Obesidade Grau I, diabetes mellitus do tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica. Relata alta hospitalar há 6 meses por quadro de infarto agudo do miocárdio e realização de cateterismo com implantação de stents. Faz uso regular de Metformina XR 2.000 mg/dia e gliclazida MR 120 mg/dia, porém com hemoglobina glicada atual no valor de 8,2%. O tratamento a ser adicionado para esta paciente é:
DM2 + doença CV estabelecida + HbA1c > meta → adicionar aGLP-1 ou iSGLT2 com benefício CV comprovado (ex: Liraglutida).
Em pacientes com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, como infarto agudo do miocárdio prévio, as diretrizes atuais recomendam a inclusão de um agonista do receptor de GLP-1 (aGLP-1) ou um inibidor de SGLT2 (iSGLT2) com benefício cardiovascular comprovado, independentemente da HbA1c inicial, para redução de eventos cardiovasculares maiores.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) em pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, como infarto agudo do miocárdio prévio, representa um desafio clínico significativo. A abordagem terapêutica vai além do simples controle glicêmico, focando na redução do risco de eventos cardiovasculares maiores (MACE), hospitalizações por insuficiência cardíaca e mortalidade. As diretrizes atuais, como as da ADA e SBC, enfatizam a importância de iniciar ou adicionar medicamentos com benefício cardiovascular comprovado, independentemente do nível de hemoglobina glicada (HbA1c) ou do uso de metformina. Os agonistas do receptor de GLP-1 (aGLP-1), como a Liraglutida, e os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2) são as classes de escolha, pois demonstraram reduzir significativamente os desfechos cardiovasculares adversos. A Liraglutida, especificamente, tem um perfil de segurança cardiovascular bem estabelecido e oferece benefícios adicionais como perda de peso e redução da pressão arterial. Para residentes, é crucial compreender que a escolha do antidiabético em pacientes de alto risco cardiovascular deve ser guiada não apenas pela eficácia glicêmica, mas principalmente pela capacidade de modificar o curso da doença cardiovascular.
A Liraglutida, um agonista do receptor de GLP-1, demonstrou em estudos clínicos reduzir eventos cardiovasculares maiores (MACE) em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida, além de promover controle glicêmico e perda de peso.
As diretrizes atuais recomendam agonistas do receptor de GLP-1 (aGLP-1) e inibidores do SGLT2 (iSGLT2) com benefício cardiovascular comprovado, devido à sua capacidade de reduzir eventos cardiovasculares e mortalidade.
O objetivo da HbA1c deve ser individualizado, mas geralmente visa-se um valor <7% para a maioria dos adultos. No entanto, em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, a prioridade é a proteção cardiovascular, mesmo que a HbA1c não atinja a meta ideal imediatamente.
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