UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2022
Mulher, 56a, comparece em consulta de rotina, assintomática. Está preocupada pois participou de uma campanha de prevenção de diabetes na comunidade e seu exame de glicemia capilar foi de 222 mg/dL. Desde então reduziu a ingesta de açúcares e passou a fazer caminhadas diárias de 30 minutos. Antecedentes pessoais: hipertensão arterial há oito anos, em uso regular de besilato de anlodipino 10 mg/dia e enalapril 10 mg/dia. Exame físico: IMC= 31,6 kg/m²: PA= 132x78mmHg; FC= 78 bpm. Edema maleolar +/4. Glicemia de jejum= 158 mg/dL; sódio= 143 mEq/L; potássio= 4,1 mEq/L; colesterol total= 200 mg/dL; HDL= 73 mg/dL; LDL= 98 mg/dL; triglicérides= 210 mg/dL; HbA₁c= 8,1%; relação albumina/creatinina em urina= 14,3 mg/g. A CONDUTA MEDICAMENTOSA É:
DM2: Glicemia jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5% (em 2 medidas) → Iniciar Metformina + MEV.
A paciente apresenta critérios diagnósticos para Diabetes Mellitus Tipo 2 (glicemia de jejum 158 mg/dL e HbA1c 8,1%). Além das mudanças no estilo de vida, a metformina é a primeira linha de tratamento farmacológico, especialmente em pacientes com sobrepeso/obesidade.
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia resultante de defeitos na secreção de insulina, na ação da insulina ou em ambos. Sua prevalência crescente e as graves complicações micro e macrovasculares associadas tornam seu diagnóstico precoce e manejo eficaz cruciais na prática clínica. O diagnóstico de DM2 é estabelecido por critérios laboratoriais, como glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou hemoglobina glicada (HbA1c) ≥ 6,5%. No caso da paciente, com glicemia de jejum de 158 mg/dL e HbA1c de 8,1%, o diagnóstico está confirmado. A presença de hipertensão e obesidade (IMC 31,6 kg/m²) são fatores de risco importantes e comorbidades comuns. A conduta terapêutica inicial para DM2, após o diagnóstico, sempre inclui mudanças no estilo de vida (dieta e exercícios físicos), que a paciente já iniciou. No entanto, com HbA1c de 8,1%, a terapia farmacológica é imperativa. A metformina é a droga de primeira linha para a maioria dos pacientes com DM2, especialmente aqueles com sobrepeso/obesidade, devido à sua eficácia em reduzir a produção hepática de glicose e melhorar a sensibilidade à insulina, com baixo risco de hipoglicemia.
Os critérios incluem glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL, glicemia casual ≥ 200 mg/dL com sintomas, teste oral de tolerância à glicose (TOTG) com glicemia de 2h ≥ 200 mg/dL, ou HbA1c ≥ 6,5%. É necessária a confirmação em uma segunda amostra, exceto na presença de sintomas clássicos de hiperglicemia.
A metformina é a primeira linha de tratamento farmacológico para a maioria dos pacientes com DM2, especialmente aqueles com sobrepeso ou obesidade, devido à sua eficácia, baixo risco de hipoglicemia e benefícios cardiovasculares.
As mudanças no estilo de vida, incluindo dieta saudável e atividade física regular, são fundamentais e devem ser implementadas em todos os pacientes com DM2, pois podem melhorar significativamente o controle glicêmico e reduzir o risco de complicações.
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