HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Marlene, 60 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 2, vem à unidade de saúde para intensificar seu tratamento. Tem como comorbidades: hipertensão arterial sistêmica e história de candidíase vulvovaginal de repetição. Apresenta boa aderência terapêutica e na sua lista de medicações de uso contínuo tem Losartana 50 mg 12/12 hrs, Anlodipino 5 mg/noite, Metformina XR 2 g por dia após o jantar e Atorvastatina 40 mg antes de dormir. Seus últimos exames laboratoriais recentes mostram doença renal crônica (KDIGO grau 3aA2), HbA1c de 8,5 %, potássio sérico de 4,2 mEq/mL. Seu peso é de 88 kg, índice de massa corporal de 30,44 kg/m². Marque a alternativa que contenha a estratégia mais segura e efetiva para melhor manejo glicêmico farmacológico.
DM2 com DRC e obesidade → Agonista GLP-1 é preferível, especialmente com candidíase de repetição.
Em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, Doença Renal Crônica e obesidade, e com histórico de candidíase de repetição, os agonistas do GLP-1 são uma excelente escolha para intensificação do tratamento, oferecendo benefícios cardiovasculares e renais, perda de peso e baixo risco de infecções genitais, ao contrário dos inibidores da SGLT2.
O manejo do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é complexo e deve ser individualizado, considerando as comorbidades do paciente, o risco cardiovascular, a função renal e o perfil de efeitos adversos das medicações. Para médicos residentes, a escolha da terapia farmacológica ideal é um desafio que exige conhecimento aprofundado das diretrizes atuais e das características de cada classe de medicamentos. A paciente em questão apresenta um cenário comum: DM2 descompensado (HbA1c 8,5%) com Doença Renal Crônica (DRC KDIGO 3aA2), obesidade (IMC 30,44 kg/m²) e histórico de candidíase vulvovaginal de repetição. Nesse contexto, a intensificação do tratamento deve focar em agentes que ofereçam benefícios cardiovasculares e renais, promovam perda de peso e minimizem riscos. Os agonistas do GLP-1 (como liraglutida, semaglutida) são uma excelente escolha, pois cumprem todos esses critérios: melhoram o controle glicêmico, promovem perda de peso, têm comprovados benefícios cardiovasculares e renais, e possuem baixo risco de hipoglicemia. Além disso, não aumentam o risco de infecções genitais, o que é crucial para uma paciente com candidíase de repetição. Por outro lado, embora os inibidores da SGLT2 (como empagliflozina, dapagliflozina) também ofereçam benefícios cardiovasculares e renais e auxiliem na perda de peso, eles aumentam significativamente o risco de infecções genitais, tornando-os uma opção menos favorável para esta paciente específica. A insulina, embora eficaz no controle glicêmico, não oferece os mesmos benefícios cardiorrenais e pode levar ao ganho de peso. Portanto, a escolha do agonista do GLP-1 demonstra uma abordagem terapêutica segura e efetiva, alinhada às melhores práticas e diretrizes atuais para o manejo do DM2 com comorbidades.
Os agonistas do GLP-1 oferecem múltiplos benefícios para pacientes com DM2 e DRC, incluindo melhora do controle glicêmico, perda de peso, redução do risco de eventos cardiovasculares adversos maiores e proteção renal, com baixo risco de hipoglicemia e sem exacerbar infecções genitais.
Os inibidores da SGLT2 atuam aumentando a excreção urinária de glicose, o que, embora benéfico para o controle glicêmico e proteção renal/cardiovascular, cria um ambiente propício para o crescimento de fungos na região genital, aumentando o risco de candidíase vulvovaginal e balanite.
A insulina é considerada para intensificação do tratamento do DM2 quando outras terapias orais e injetáveis não atingem as metas glicêmicas, especialmente em casos de HbA1c muito elevada, sintomas de hiperglicemia severa, ou em pacientes com contraindicações ou intolerância a outros agentes. No entanto, não oferece os mesmos benefícios cardiorrenais e de peso que os agonistas do GLP-1 ou inibidores da SGLT2.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo