SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2026
Uma paciente do sexo feminino de 55 anos procura a Unidade de Saúde da Família do seu bairro porque bastante incomodada com candidíase de repetição. Está na menopausa e tem tido relações sexuais com menor frequência. O médico de família achou a paciente emagrecida e percebeu que durante a consulta ela bebeu água várias vezes. Verificou-se em prontuário que a glicemia de jejum da paciente em 2020 foi de 176 mg/dL e foi prescrito um comprimido de biguanida de 850 mg. De acordo com o quadro clínico da paciente marque o item que tem a conduta apropriada para a condição de maior morbimortalidade apresentada:
DM2 + Perda de peso + Sintomas de catabolismo → Iniciar Insulinoterapia.
Pacientes com DM2 apresentando sintomas catabólicos (perda de peso, poliúria, polidipsia) e infecções oportunistas indicam falência de células beta e necessidade de insulina.
O manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2 evoluiu para uma abordagem centrada no paciente, mas os princípios da fisiopatologia permanecem. Quando um paciente apresenta emagrecimento e sintomas clássicos (4 Ps), há uma deficiência relativa grave de insulina. Nestes casos, a metformina (biguanida), embora seja a droga de escolha inicial, não consegue suprir a demanda metabólica. A introdução da insulina visa estabilizar o paciente, reduzir a glicotoxicidade e prevenir complicações agudas e crônicas de alta morbimortalidade.
O início da insulina deve ser considerado imediatamente em pacientes com DM2 que apresentam sintomas de catabolismo, como perda de peso inexplicada, poliúria, polidipsia e cetonúria. Além disso, níveis de glicemia de jejum muito elevados (>300 mg/dL) ou HbA1c > 10% sugerem que a terapia oral isolada não será suficiente para atingir as metas glicêmicas e reverter a glicotoxicidade.
A hiperglicemia crônica compromete a função imunológica, especialmente a quimiotaxia de neutrófilos, e cria um ambiente favorável ao crescimento de fungos como a Candida. Em mulheres na pós-menopausa, a candidíase vulvovaginal recorrente é frequentemente um sinal sentinela de diabetes não diagnosticado ou mal controlado, refletindo níveis glicêmicos persistentemente altos.
O esquema 'bed time' geralmente envolve a administração de uma insulina de ação intermediária (NPH) ou longa (Glargina, Detemir) ao deitar. A dose inicial costuma ser de 10 UI ou 0,1-0,2 UI/kg. O objetivo principal é controlar a produção hepática excessiva de glicose durante a noite, normalizando a glicemia de jejum, o que pode permitir que os agentes orais funcionem melhor durante o dia.
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