Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021
Paciente do sexo feminino, 59 anos, com diabetes mellitus tipo 2 em seguimento há 1 O anos com boa adesão à terapia não farmacológica e uso regular de metformina e sulfonilureia há 5 anos. Comparece para consulta de controle com hemoglobina glicada de 12%. Em relação à proposta terapêutica, assinale a alternativa correta.
DM2 descompensado (HbA1c > 10%) em terapia oral máxima → iniciar insulina basal (NPH 0,3 UI/kg à noite).
Paciente com DM2 em terapia oral máxima (metformina + sulfonilureia) e HbA1c de 12% indica falha terapêutica e necessidade de insulinização. A insulina NPH em dose única noturna é a escolha inicial para insulinização basal, visando controlar a glicemia de jejum e reduzir a HbA1c.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva que, com o tempo, pode levar à falha das células beta pancreáticas e à necessidade de insulinização. A hemoglobina glicada (HbA1c) é um marcador crucial do controle glicêmico médio nos últimos 2-3 meses. Uma HbA1c de 12% em um paciente já em uso de metformina e sulfonilureia indica uma descompensação grave e falha da terapia oral, exigindo a introdução de insulina. A insulinização basal é a estratégia inicial mais comum para pacientes com DM2 que necessitam de insulina. O objetivo é controlar a glicemia de jejum e a glicemia basal, que são os principais contribuintes para a HbA1c elevada nesses casos. A insulina NPH é uma insulina de ação intermediária, com pico de ação em 4-10 horas e duração de 10-16 horas, sendo ideal para ser administrada à noite para cobrir a glicemia de jejum do dia seguinte. A dose inicial recomendada para insulina NPH é de 0,1 a 0,2 UI/kg/dia, podendo ser ajustada para 0,3 UI/kg/dia em casos de descompensação mais acentuada, como o da questão. A administração em dose única à noite é a abordagem padrão para iniciar a insulinização basal com NPH. Insulinas de ação rápida (como a regular) são mais indicadas para controle prandial ou em esquemas mais complexos, não sendo a primeira escolha para insulinização basal.
A insulinização é indicada quando o controle glicêmico não é alcançado com a terapia oral máxima, geralmente com HbA1c acima da meta individualizada ou em casos de descompensação grave, como a apresentada na questão (HbA1c de 12%).
Para iniciar a insulinização em DM2, a estratégia mais comum é a insulina basal, utilizando insulina NPH em dose única noturna (0,3 UI/kg) ou um análogo de insulina de longa duração, visando controlar a glicemia de jejum.
A insulina NPH é uma insulina de ação intermediária, usada para fornecer cobertura basal de glicemia, geralmente uma ou duas vezes ao dia. A insulina regular é de ação rápida, usada para cobrir as refeições (bolus prandial) ou em situações de emergência, não sendo ideal para insulinização basal inicial.
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