CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2015
No diabetes tipo 1, como na maioria das vezes, ocorre a destruição autoimune das células beta, o tratamento consiste na reposição com insulina de acordo com as características da secreção fisiológica. Assinale abaixo a resposta INCORRETA:
Insulina Glulisina é ultrarrápida (prandial), NPH é basal. Não são intercambiáveis.
A questão aborda o manejo de insulina no DM1, focando na distinção entre insulinas basais e prandiais. A insulina Glulisina é um análogo ultrarrápido, usado para cobertura prandial, enquanto a NPH é uma insulina de ação intermediária, usada para cobertura basal. A combinação proposta na alternativa C é incorreta porque Glulisina e NPH têm papéis distintos e não são usadas como equivalentes para cobertura basal.
O Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição das células beta pancreáticas, resultando em deficiência absoluta de insulina. O tratamento consiste na reposição exógena de insulina, visando mimetizar a secreção fisiológica, com um esquema basal-bolus que inclui insulinas de ação prolongada (basal) e de ação rápida/ultrarrápida (prandial). A compreensão das diferentes classes de insulina é crucial. Insulinas de ação ultrarrápida (lispro, asparte, glulisina) têm início de ação rápido (5-15 min) e pico em 30-90 min, sendo ideais para cobertura prandial. A insulina NPH é de ação intermediária, com início em 1-2 horas e pico em 4-10 horas, utilizada principalmente como insulina basal. A insulina regular tem ação mais lenta que os análogos ultrarrápidos. A hipoglicemia é a complicação mais comum e limitante no tratamento do DM1, exigindo educação do paciente e ajuste cuidadoso das doses de insulina. A protamina na NPH retarda sua absorção, prolongando seu tempo de ação. A escolha da insulina e o esquema terapêutico devem ser individualizados, considerando idade, estilo de vida e controle glicêmico do paciente, sempre buscando o equilíbrio entre controle glicêmico e minimização do risco de hipoglicemia.
Insulinas basais fornecem uma cobertura constante de insulina ao longo do dia para controlar a glicemia inter-refeições e noturna (ex: NPH, glargina, detemir). Insulinas prandiais são administradas antes das refeições para cobrir o pico glicêmico pós-prandial (ex: regular, lispro, asparte, glulisina).
A hipoglicemia é uma complicação aguda grave do tratamento com insulina, e o medo de sua ocorrência frequentemente leva os pacientes e médicos a manterem níveis glicêmicos mais elevados, impedindo o alcance do controle ideal.
Os análogos ultrarrápidos (lispro, asparte, glulisina) têm um início de ação mais rápido e um pico mais precoce que a insulina regular, o que permite maior flexibilidade na aplicação (logo antes ou até após a refeição) e menor risco de hipoglicemia tardia pós-prandial.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo