SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Paciente do sexo masculino, 32 anos, sabidamente hipertenso há 1 ano, em uso de Losartana 50 mg 1 comprimido diariamente pela manhã, comparece a Unidade Básica de Saúde em retorno para mostrar a seu Médico de Família e Comunidade alguns exames que foram solicitados na consulta anterior. Nega tabagismo, mas afirma etilismo social. É sedentário, não realiza dieta, mas refere que tem reduzido a ingesta de sal. Atualmente vem apresentando como queixas poliúria e astenia.Ao exame físico: PA=130/80 mmHg; ausculta cardiopulmonar sem alterações; peso=100 kg; altura=1,72; circunferência abdominal=105cm.Traz como resultados dos exames os demonstrados a seguir:Fonte: Elaborado para a questão.Com base nas informações apresentadas, assinale a alternativa CORRETA:
Paciente com HAS, DM2 e dislipidemia → MEV + Metformina + Estatina + manter anti-hipertensivo.
Este paciente apresenta hipertensão controlada, obesidade (IMC > 30, CA > 102cm para homens), sintomas de poliúria e astenia sugestivos de hiperglicemia, e provavelmente exames laboratoriais confirmando DM2 e dislipidemia. A conduta inicial deve ser abrangente, incluindo modificações no estilo de vida, metformina para o DM2 e estatina para a dislipidemia, além de manter o anti-hipertensivo.
O manejo de pacientes com múltiplas comorbidades como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e dislipidemia é um desafio comum na prática clínica e um tema recorrente em provas de residência. A abordagem deve ser multifacetada, visando o controle de todos os fatores de risco cardiovascular para prevenir eventos futuros. A obesidade, presente neste caso, agrava todas essas condições. A terapia para DM2 inicia-se com mudanças no estilo de vida (MEV), mas a metformina é a droga de primeira linha e deve ser introduzida precocemente, especialmente em pacientes obesos, devido aos seus benefícios na redução da glicemia, peso e eventos cardiovasculares. Para a dislipidemia, a prescrição de estatinas é crucial, considerando o alto risco cardiovascular associado ao DM2, independentemente dos níveis iniciais de LDL-C em muitos casos. É fundamental que o residente compreenda a interconexão dessas doenças e a necessidade de uma abordagem integrada. A manutenção do anti-hipertensivo, a orientação contínua sobre MEV e o monitoramento regular dos parâmetros metabólicos e cardiovasculares são essenciais para otimizar o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.
As MEV são a base do tratamento, incluindo dieta balanceada, atividade física regular e cessação do tabagismo, pois impactam diretamente no controle glicêmico, pressórico e lipídico, reduzindo o risco cardiovascular.
A metformina reduz a produção hepática de glicose e aumenta a sensibilidade à insulina, além de ter um perfil de segurança favorável, baixo risco de hipoglicemia e potencial benefício na perda de peso, sendo ideal para obesos.
Estatinas devem ser consideradas para todos os pacientes com DM2 acima de 40 anos, independentemente dos níveis de LDL-C, devido ao alto risco cardiovascular inerente ao diabetes. Em pacientes mais jovens, a decisão depende do risco individual e dos níveis lipídicos.
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