SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Sobre o tratamento do diabetes melito tipo 2 é possível afirmar, exceto:
Esquema basal-bolus: insulina basal controla jejum; insulina prandial (bolus) controla pós-prandial.
O esquema basal-bolus de insulina visa mimetizar a secreção fisiológica. A insulina basal (lenta/intermediária) controla a glicemia de jejum e entre as refeições. A insulina prandial (rápida/ultrarrápida) é administrada antes das refeições para controlar os picos pós-prandiais. A alternativa E descreve incorretamente o controle da glicemia pré-prandial do jantar pela insulina lenta da manhã, o que não corresponde à fisiologia.
O tratamento do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) é multifacetado, envolvendo mudanças no estilo de vida e uma ampla gama de agentes farmacológicos. A escolha do tratamento depende de fatores como comorbidades, risco cardiovascular, risco de hipoglicemia, peso do paciente e custo, sempre buscando a individualização do cuidado. A metformina é a primeira linha na maioria dos pacientes, devido à sua eficácia, baixo custo e perfil de segurança, mas possui contraindicações importantes, como insuficiência renal avançada. Outras classes incluem os inibidores da DPP-4, que são neutros em relação ao peso e têm baixo risco de hipoglicemia; os agonistas do GLP-1, que promovem perda de peso e têm benefícios cardiovasculares; e as tiazolidinedionas, que melhoram a sensibilidade à insulina, mas com cautela em coronariopatas. Quando a insulinoterapia se faz necessária, o objetivo é mimetizar a secreção fisiológica. O esquema basal-bolus é o mais completo, onde a insulina basal (longa duração) controla a glicemia de jejum e entre as refeições, enquanto a insulina prandial (rápida ou ultrarrápida) é administrada antes das refeições para controlar os picos pós-prandiais. É crucial entender que a insulina lenta da manhã não tem impacto na glicemia pré-prandial do jantar, que seria controlada por uma dose de insulina prandial ou por uma insulina basal noturna.
A metformina é contraindicada em pacientes com taxa de filtração glomerular < 30 mL/min/1,73m², insuficiência cardíaca descompensada, doenças hepáticas graves, alcoolismo e condições que aumentam o risco de acidose láctica.
Os inibidores da DPP-4 (gliptinas) aumentam os níveis de GLP-1 endógeno, estimulando a secreção de insulina dependente da glicose e suprimindo o glucagon. Eles têm baixo risco de hipoglicemia e são geralmente bem tolerados.
A insulina basal (ação lenta ou intermediária) é administrada uma ou duas vezes ao dia para controlar a glicemia de jejum e entre as refeições. A insulina prandial (ação rápida ou ultrarrápida) é administrada antes das refeições para cobrir a elevação da glicemia pós-prandial.
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