DM2 e Doença Cardiovascular: Escolha Terapêutica Ideal
UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2019
Enunciado
Considere um homem, 65 anos, com diagnóstico há 15 anos de diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertenso, obeso grau 3 e antecedente de cardiopatia isquêmica. Doença renal diabética estádio 3B (taxa de filtração glomerular [TFG]: 35 ml/min/1,73 m²). Exames laboratoriais: hemoglobina glicada 8,8% e LDL colesterol 98 mg/dl. Tratamento oral com metformina 1.000 mg/dia. Sobre o caso clínico, é correto afirmar que:
Alternativas
A) A associação de dapagliflozina (inibidor do SGLT2) deve ser evitada, uma vez que aumenta a taxa de eventos cardiovasculares.
B) Para melhor controle glicêmico indica-se o aumento da dose de metformina para 2.000 mg/dia, uma vez que a TFG está acima de 30 ml/min/1,73 m².
C) Liraglutide (análogo de GLP-1) em associação com a metformina, além de atingir as metas terapêuticas, pode contribuir na redução de peso e reduzir a taxa de mortalidade em pacientes de alto risco cardiovascular.
D) A meta ideal de hemoglobina glicada para esse paciente é inferior a 6,5% e, para isso, a insulinoterapia é imperativa neste momento.
E) Pacientes com DM2 e com doença cardiovascular já identificada (prevenção secundária) devem objetivar meta de LDL colesterol inferior a 100 mg/dl.
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