TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025
A Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), edição 2024, introduziu atualizações importantes nos critérios diagnósticos do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), visando a maior sensibilidade e à detecção precoce da doença. Com base nessas atualizações, qual das alternativas abaixo está correta?
SBD 2024: Glicemia 1h pós-TOTG ≥ 209 mg/dL é novo critério diagnóstico para DM2.
A atualização da SBD 2024 visa aumentar a sensibilidade diagnóstica, permitindo a detecção precoce de indivíduos com alto risco cardiovascular que não seriam flagrados pelos critérios tradicionais.
A atualização da Sociedade Brasileira de Diabetes em 2024 representa uma mudança de paradigma no rastreamento do DM2. Historicamente, o TOTG focava nos tempos 0 e 120 minutos. No entanto, estudos longitudinais demonstraram que o pico glicêmico em 60 minutos (1 hora) correlaciona-se fortemente com a perda da primeira fase de secreção de insulina e com a resistência insulínica hepática. Clinicamente, a adoção do ponto de corte de 209 mg/dL no tempo de 1 hora permite identificar o 'diabetes oculto'. Para o residente, é fundamental compreender que, embora os critérios de jejum (≥ 126 mg/dL) e HbA1c (≥ 6,5%) permaneçam, a realização do TOTG com a dosagem de 1 hora passa a ser a estratégia preferencial para pacientes com fatores de risco ou pré-diabetes prévio, visando a máxima sensibilidade diagnóstica.
De acordo com a Diretriz SBD 2024, o ponto de corte estabelecido para o diagnóstico de Diabetes Mellitus Tipo 2 na glicemia de 1 hora após o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) é de ≥ 209 mg/dL. Este critério foi adicionado devido à sua alta sensibilidade em identificar pacientes com disfunção de células beta e risco aumentado de complicações micro e macrovasculares, muitas vezes antes que a glicemia de 2 horas ou a HbA1c atinjam os níveis diagnósticos tradicionais.
Sim, a HbA1c continua sendo um critério diagnóstico válido para o Diabetes Mellitus Tipo 2, com o ponto de corte de ≥ 6,5% para diagnóstico e entre 5,7% e 6,4% para pré-diabetes. A atualização da SBD 2024 não removeu os critérios anteriores (glicemia de jejum, HbA1c e glicemia de 2h no TOTG), mas sim incorporou a glicemia de 1h como uma ferramenta diagnóstica adicional e mais sensível para a detecção precoce da doença.
A inclusão baseia-se em evidências de que a glicemia de 1 hora ≥ 209 mg/dL é um preditor mais robusto de progressão para diabetes e de mortalidade cardiovascular do que a glicemia de 2 horas isolada. Muitos pacientes classificados como 'tolerância à glicose diminuída' ou mesmo 'normoglicêmicos' pelos critérios antigos já apresentam lesões de órgãos-alvo. O novo critério permite intervenções terapêuticas e de estilo de vida mais precoces.
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